Musk demitiu equipe de moderação do Twitter Brasil, diz Washington Post
Redução do time de moderação de conteúdo teria ajudado na mobilização dos atos em Brasília no último dia 8, segundo o jornal.
Os eventos de domingo em Brasília tem repercutido na imprensa internacional, levando jornais como The Washington Post a levantar outras questões.
Segundo o WaPo, as demissões em massa no Twitter desde a aquisição por Elon Musk afetaram severamente a equipe de moderação em países como Brasil.
Por aqui, reporta o jornal, a equipe foi reduzida a apenas alguns poucos funcionários na área comercial.
O caso se segue a revelação por parte de alguns insiders de que o Twitter colaborou ativamente com o governo americano para censurar ou reduzir alcance de determinadas contas.
Segundo Musk, que já mencionou o Brasil entre as suas suspeitas de intervenção da equipe do Twitter em eleições, boa parte das teorias conspiratórias que muitos tinham sobre a rede social se mostraram verdadeiras.
Tal visão do empresário acaba por colaborar, como lembrar o WaPo, para um desmonte desordenado de qualquer filtro na rede, o que favorece postagens extremistas, ou incitando casos como os de domingo.
No total, o Twitter demitiu ao menos 70% de seus funcionários ao redor do mundo, numa tentativa de cortar custos.
O caso, porém, tem deixado inquietos grandes anunciantes. A estimativa é de que os 100 maiores anunciantes da rede social, que contribuíram com US$700 milhões em 2021 (14% das receitas da empresa), tenham reduzido pela metade seus gastos.
Empresas como Apple já se posicionaram publicamente alegando que esperam uma posição clara do novo Twitter sobre moderação de conteúdos.
A visão de maior liberdade de expressão de Musk, acaba esbarrando na percepção das empresas sobre o risco de imagem. Uma luta que tende a se desenrolar em 2023.