Finanças

Platina caminha para o quarto déficit anual seguido, projeta WPIC

Déficit estimado em 297 mil onças em 2026, estoques de quatro meses de demanda e oferta quase parada sustentam a tese estrutural do metal.

Platina caminha para o quarto déficit anual seguido, projeta WPIC

O mercado de platina caminha para o quarto ano consecutivo de déficit, segundo o World Platinum Investment Council (WPIC). A projeção é de um buraco de cerca de 297 mil onças em 2026, depois de um déficit bem maior, de aproximadamente 1,08 milhão de onças, em 2025. O metal negocia hoje na faixa de US$ 1,8 mil a US$ 2 mil por onça, depois de uma média de US$ 2.206 no primeiro trimestre, alta de 30% sobre o trimestre anterior.

Estoques no limite

Os estoques de platina acima do solo devem encerrar 2026 ao redor de 2,6 milhões de onças, o equivalente a pouco mais de quatro meses de demanda global. É um colchão historicamente baixo, que deixa o preço sensível a qualquer choque de oferta.

Oferta travada

A produção total deve crescer apenas 2% em 2026, para cerca de 7,4 milhões de onças, com a mineração praticamente estável em 5,55 milhões. Ganhos na África do Sul e no Zimbábue compensam quedas na América do Norte e na Rússia, num setor pressionado por minas envelhecidas, custos altos e gargalos de energia. A reciclagem de catalisadores e joias, estimulada pelos preços maiores, deve subir 10% e ajudar na margem.

O que monitorar

A razão ouro/platina ao redor de 2,45 segue elevada frente à história, o que parte do mercado lê como espaço de convergência. Vale acompanhar os relatórios trimestrais do WPIC, a demanda automotiva por catalisadores, o avanço do hidrogênio verde, que usa platina em eletrolisadores, e a demanda de investimento por barras e moedas, que vem surpreendendo.

O raio-x completo da platina, com posicionamento dos futuros e razões entre metais, está na página do ativo em Mercados do BlockTrends.

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