Prata vive ano de montanha-russa com déficit de oferta pelo quinto ano seguido
Metal saiu de US$ 28 em 2025, rompeu US$ 100 em janeiro e corrigiu. Déficit estrutural e demanda industrial seguem no centro da tese.
A prata vive um dos anos mais movimentados da sua história recente. Depois de sair da casa dos US$ 28 por onça no início de 2025 e superar os US$ 70 ainda naquele ano, o metal chegou a romper a marca dos US$ 100 em janeiro de 2026, corrigiu com força na sequência e agora negocia na faixa dos US$ 70, com a razão ouro/prata ao redor de 64.
Quinto déficit seguido
Por trás da volatilidade existe um desequilíbrio estrutural. Segundo o Silver Institute, a oferta global somou cerca de 32,1 mil toneladas em 2025, enquanto a demanda alcançou 35,7 mil toneladas, o quinto déficit anual consecutivo do mercado. Os estoques disponíveis seguem encolhendo e cada novo ciclo de demanda encontra menos metal em superfície.
Indústria no centro da tese
Cerca de 60% da demanda por prata hoje é industrial, e é aí que a história fica interessante. Painéis solares, veículos elétricos, semicondutores de alta eficiência, redes 5G e a expansão dos data centers de inteligência artificial usam prata em volume crescente. É uma das poucas commodities metálicas cuja curva de demanda fica mais inclinada a cada ano, independentemente do ciclo econômico.
O que monitorar
O J.P. Morgan projeta preço médio de US$ 81 por onça em 2026, mais que o dobro da média de 2025, mas o caminho tende a seguir volátil. Vale acompanhar os relatórios trimestrais do Silver Institute sobre o balanço de oferta e demanda, o ritmo de instalação solar na China e o comportamento da razão ouro/prata, que historicamente sinaliza quando o metal está barato ou caro em relação ao ouro.
No BlockTrends, o raio-x completo da prata, com posicionamento dos especuladores e razões entre metais, está disponível na página do ativo em Mercados.
Tags