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5 melhores países para abrir uma offshore em 2021


Por Felippe Hermes
novembro 23, 2021

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Alocar recursos no exterior tem sido mais do que uma opção, uma questão de necessidade em um país que repete tragédias e instabilidade política, econômica e social.

Lançado em 2013 pelo MSCI, o Morgan Stanley Capital International, o ETF “BRZU” tem uma proposta ousada de investir em ações no Brasil de maneira alavancada, ou seja, acima do seu próprio capital.

O resultado para tamanho risco tem feito o ETF que administra $180 milhões atualmente, amargar um retorno, digamos, “complicado”. Desde o lançamento o BRZU acumula um retorno de -99,4%.

A instabilidade política, cambial e fiscal pela qual o Brasil tem passado na última década está entre as causas principais do retorno pifio.

Por aqui, nosso principal índice de ações, o ibovespa, está -59% quando medido em dólares e comparado ao maior valor já atingido, em maio de 2008.

O “Ibov”, replica as principais ações da bolsa brasileira, e seu retorno ajuda a entender os motivos de tantos brasileiros buscarem investir fora do país.

Nesta luta por proteger seu patrimônio da instabilidade local, é possível que você se depare com um termo bastante mal interpretado, as “offshores”.

Em suma, as empresas offshore são uma conta mantida no exterior. Um meio completamente legal, desde que declarado a Receita Federal.

Elas tem sido uma prática recorrente, em especial dia mais ricos, de escapar das turbulências locais e buscar uma certa proteção do patrimônio, mas não são exatamente um “luxo” proibitivo.

Abaixo listamos alguns países mais amigáveis que você mesmo pode considerar, e as razões para isso, se está pensando em deixar seu dinheiro mais tranquilo.

1) Belize

O país caribenho é pouco conhecido por aqui. Trata-se de uma ex-colônia inglesa, com uma floresta nativa preservada e uma área equivalente ao estado brasileiro de Sergipe.

Como um local amigável a investimentos do exterior, Belize é uma boa opção para investimentos “pequenos”, uma vez que é possível constituir uma empresa no país com $500.

O Caye International Bank, sediado em San Pedro, a capital do país, possui um processo totalmente eletrônico, com apoio jurídico em diversos países.

A opção é considerável também pelas regras bancárias locais. Os bancos de Belize mantém uma liquidez equivalente a 24% do seu capital, um índice relativamente alto, que torna os bancos do país consideravelmente mais seguros que em países como o próprio EUA, cuja liquidez é de 4%.

Evidente que os bancos americanos podem sempre ser resgatados pelo governo, às custas do contribuinte. Mas considere dar uma folga aos pagadores de impostos americanos investindo em bancos que se preocupam com o capital investido neles.

2) Panamá

Outro país no Caribe e sede do canal que liga o atlântico ao pacífico, o Panamá possui uma legislação bastante atrativa para investidores.

Não possui imposto de renda sobre ganhos no exterior ou ganhos de capital.

Pela constituição local, não há uma moeda de cunho forçado no país, ainda que o dólar seja comumente aceito, uma outra vantagem considerando a redução de custos com câmbio.

Com mais de 100 bancos internacionais presentes na capital de 36 mil habitantes, o país possui uma tradição de décadas no setor.

Como vantagem adicional, a Copa Airlines possui ligação direta com o Brasil.

3) Suíça

Séculos de tradição no setor fazem da Suíça uma opção óbvia, ainda que mais custosa.

Ao contrário da lenda de inviolabilidade, porém, o que gera vantagens na Suíça não é exatamente sua leniência com dinheiro de origem suspeita (algo que ficou bastante claro na própria Operação Lava jato, onde a coordenação entre o MPF brasileiro e agentes suíços permitiu a repatriação de milhões desviados).

A maior vantagem do país é sua estabilidade política e monetária.

O franco Suíço é uma moeda consideravelmente mais forte que o dólar, tendo uma inflação também bastante menor.

Tem sido uma opção para aqueles que utilizam o dólar rotineiramente e que buscam proteger seu patrimônio na moeda americana.

4) Ilhas Virgens Britânicas

Mais uma ex-possessão britânica no Caribe, a “BVI”, na sigla em inglês, é uma segunda opção para quem busca facilidade e custo baixo para abrir contas sem ter de ir ao local.

O país possui 30 mil habitantes e cerca de 1 milhão de empresas, que garantem todos os anos $200 milhões em impostos, além de uma renda per capita e índice de desenvolvimento humano significativamente elevados.

O paraíso caribenho possui apenas 1 imposto. Uma taxa de 8% cobrada a título de contribuição previdenciária dos trabalhadores e empresas locais (12% no caso das empresas).

Na prática, não há imposto de renda (ainda que exista, a taxa é 0%), não há imposto sobre valor agregado, propriedade, ganhos de capital ou herança.

5) Bitcoin

Ok. Tecnicamente não se trata de um país, o que é ainda melhor se você não curte este negócio de política.

Na prática, o Bitcoin tem estabelecido há anos uma “conta offshore” no bolso de cada cidadão.

Com inúmeras empresas desenvolvendo soluções e aplicações, é possível manter seu cartão de débito usando seu saldo em BTC e gastar em qualquer país.

A dúvida entre se Bitcoin é moeda, bem de consumo ou investimento é pouco relevante para os usuários. Deixe essa dor de cabeça para os burocratas.

Cabe ressaltar que há uma série de países (além dos listados acima), que cobram 0% de impostos sobre ganho de capital na venda de Bitcoin.

Exemplos mais comuns: Suíça, Portugal, Cingapura e Porto Rico.

A lista completa você encontra aqui

É importante lembrar que a segurança dos seus bitcoins depende também de você, e que evitar o risco organizando sua herança é parte relevante do trabalho e do conhecimento sobre cripto.

Em todo caso, convém repetir mais uma vez que offshores não são estruturais ilegais e que de fato, buscar um paraíso fiscal pode fazer sentido se você vive em um inferno fiscal.

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