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44 países se reúnem em El Salvador para discutir o Bitcoin

El salvador deve sediar um encontro com ao menos 44 autoridades monetárias de diversos países para discutir o Bitcoin

Primeiro país do mundo a adotar o Bitcoin como moeda oficial, El Salvador tem se tornado também um promotor da causa e, nesta semana, ao menos 44 países devem se reunir em San Salvador, capital do país, para discutir a viabilidade do uso do Bitcoin como moeda.

O encontro, promovido por Nayib Bukele, deve contar com a presença de diversas nações africanas, como Egito, Rwanda, Kenya, Ghana, Angola, Namybia, Congo e outras. Na América do Sul, o Paraguai deve ser o único país a ser representado.

No caso paraguaio, a expectativa pela adoção do Bitcoin como moeda no país têm sido criada ao longo dos últimos meses em função de uma posição extremamente favorável dado o excedente energético do país, dono de metade da usina de Itaipu, e que produz energia barata hoje não utilizada pelo Paraguai, se tornando assim uma oportunidade para mineradores.

O encontro dos países ocorre em meio a pressão em torno de El Salvador, que comprou ao menos $80 milhões em Bitcoin, e lançou planos para emissão de um título de dívida lastreado em Bitcoins no valor de $1 bilhão.

Sem encontrar compradores, o lançamento do “Bitcoin Bond” acabou comprometido, em meio a especulações de que o país poderia ter dificuldades em honrar sua dívida, que hoje beira os $22 bilhões.

A despeito da ausência de proporções entre a dívida externa e a aventura em Bitcoin, bancos globais, agências de risco, e o próprio FMI, têm lançado suspeitas sobre o país.

O presidente salvadorenho tem defendido que o uso do Bitcoin possa ser uma alternativa a países como as ex-colônias francesas que ainda possuem vínculos com o tesouro francês por meio do ex-Franco CFA e atual “eco”, uma moeda com câmbio fixo junto ao euro, em uma espécie de colonialismo monetário.

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