WisdomTree lança fundo tokenizado de crédito privado a partir de US$ 25
WisdomTree lança o CRDT, fundo digital de crédito privado que acompanha 35 veículos listados, com aporte mínimo de US$ 25 e resgate em dois dias. A novidade reforça a tendência de tokenização entre grandes gestoras, ainda incipiente frente ao tamanho do mercado tradicional.
CRDT acompanha 35 veículos listados e oferece resgate em dois dias; iniciativa reforça a tokenização de ativos no mercado tradicional.
WisdomTree estreia o CRDT
A WisdomTree lançou um novo fundo tokenizado focado em crédito privado. Batizado de WisdomTree Private Credit and Alternative Income Digital Fund (CRDT), o produto acompanha uma cesta de 35 veículos listados publicamente, incluindo closed-end funds, business development companies (BDCs) e real estate investment trusts (REITs).
O CRDT chega ao mercado com investimento mínimo de US$ 25 e possibilidade de resgate em dois dias. Em 2021, a gestora já havia lançado um ETF que segue o mesmo benchmark, o WisdomTree Private Credit and Alternative Income Fund.
Ticket de entrada baixo e liquidez
Ao reduzir barreiras de acesso e encurtar prazos de resgate, a gestora mira ampliar o público desse tipo de exposição. Como definiu Will Peck, head de ativos digitais da WisdomTree: “É realmente apenas sobre levar a classe de ativos a todo um universo de diferentes investidores”.
Crédito privado em ascensão
O crédito privado — empréstimos fora do sistema bancário tradicional — cresceu de forma acelerada nos últimos anos, impulsionado pela busca de investidores por alternativas com foco em rendimento.
Tokenização ganha tração entre gigantes
A WisdomTree já lançou diversos veículos de investimento tokenizados, com exposições a fundos de mercado monetário, títulos de renda fixa e ações. O novo fundo se soma a um movimento mais amplo entre grandes gestoras: a BlackRock mantém um fundo tokenizado de mercado monetário de US$ 2 bilhões; o de Fidelity foi lançado recentemente na rede Ethereum; e a VanEck também realiza experimentos nesse campo. Embora ainda pequeno diante dos trilhões de dólares alocados em ETFs e fundos mútuos, o avanço indica que a tokenização de ativos do mundo real entrou no radar da finança tradicional.