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Vórtx e QR Capital lançam primeira tokenizadora regulada do mercado brasileiro

Aprovado pela CVM, a plataforma de negociações de tokens deve levar debêntures, recebíveis e fundos para investidores com a garantia da Blockchain.

Uma joint venture unindo a Vórtx, fintech de backoffice do mercado financeiro, e a QR Capital, holding de venture capital do setor de cripto, deu origem à primeira tokenizadora regulada do mercado brasileiro.

Em evento realizado em São Paulo na manhã deste dia primeiro de junho, a tokenizadora deu início a listagem de uma debênture de R$74 milhões emitida por uma empresa do setor de healthtech, além de um FIDC da QR Asset Management, que captou R$8 milhões para investir em direitos creditórios lastreados em Bitcoin.

A tokenizadora nasce com vantagens para os emissores, que contam com maior liquidez no mercado secundário por meio dos security tokens, além da ausência de lockup, uma prática que restringe as negociações de ativos no mercado secundário pelos primeiros 90 dias da emissão.

Segundo Thiago Schober, head da Vórtx QR Tokenizadora, o mercado endereçável corresponde aos quase R$600 bilhões em emissões realizadas no mercado de capitais, com foco no momento para as debêntures e quotas de fundo, e em breve no mercado de Certificados de Recebíveis Imobiliários e Agrícolas. 

Já Fernando Carvalho, CEO da QR Capital, destacou o avanço do regulador brasileiro em relação aos pares internacionais. No Brasil, a QR Asset Management lançou o segundo ETF de Bitcoin do mundo, apenas 3 semanas após o primeiro do tipo no Canadá. Agora, por meio da Joint Venture com a Vórtx, a QR Capital inicia as operações da primeira tokenizadora regulada do mercado brasileiro

Carvalho destacou ainda que as operações secundárias também contam com registros em blockchain, o que garante maior segurança aos ativos.

Juliano Cornacchia, responsável pela Tokenizadora, destacou ainda uma aquisição recente da Vórtx, a Basement, fintech que organiza o captable de empresas de capital fechado. 

Após o final dos 24 meses de duração do Sandbox da CVM, a empresa vislumbra a possibilidade de integração, permitindo eventualmente emissões de ações, os chamados “IPOs”, por meio de blockchain.

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