Criptomoedas

Visa ampliará suporte a stablecoins em quatro blockchains e habilitará emissão por bancos

Visa integrará quatro novas stablecoins em quatro blockchains e permitirá que bancos emitam e queimem tokens, aproximando a liquidação on-chain do sistema financeiro tradicional e acelerando pagamentos com maior previsibilidade.

Visa ampliará suporte a stablecoins em quatro blockchains e habilitará emissão por bancos

CEO Ryan McInerney diz que a empresa integrará quatro novas stablecoins em quatro redes e permitirá que bancos emitam e queimem tokens para liquidação on-chain.

A Visa vai começar a oferecer suporte a quatro novas stablecoins em quatro blockchains, segundo afirmou o CEO Ryan McInerney. A companhia também permitirá que bancos realizem a emissão e a queima desses tokens, abrindo espaço para que instituições financeiras participem diretamente do ciclo de criação e resgate on-chain. A decisão sinaliza um movimento de integração mais profunda entre a infraestrutura tradicional de pagamentos e a liquidação baseada em blockchains públicas, com potencial para reduzir fricções em transferências e reconciliação.

Stablecoins são criptomoedas desenhadas para manter paridade com um ativo de referência, geralmente o dólar, com a proposta de mitigar a volatilidade típica do mercado cripto e viabilizar usos cotidianos. Em linhas gerais, elas se dividem em modelos lastreados em reservas (fiat ou instrumentos de alta liquidez), cripto-colateralizados e algoritmos que ajustam oferta e demanda. Essa arquitetura busca conciliar velocidade e programabilidade das redes blockchain com um preço estável, o que as torna úteis tanto para pagamentos quanto para proteção tática de caixa e hedge cambial em ambientes mais voláteis.

Ao habilitar bancos a emitir (mint) e queimar (burn) stablecoins diretamente, a Visa facilita o processo de criação e resgate sob governança institucional, aproximando o ciclo on-chain dos procedimentos de tesouraria e compliance já conhecidos pelo setor bancário. Na prática, a emissão ocorre quando novos tokens são criados contra depósitos equivalentes; a queima acontece no resgate, quando os tokens são destruídos e o valor é devolvido ao cliente, preservando a paridade. Esse desenho tende a reduzir etapas de reconciliação e pode acelerar a liquidação 24/7, mas exige camadas robustas de conformidade, auditoria de reservas e segregação de riscos operacionais e de custódia.

A estratégia multichain — suporte a quatro redes distintas — indica uma busca por resiliência e alcance, distribuindo dependências técnicas e permitindo que integradores escolham o ambiente com melhor custo, capacidade e latência. Ao mesmo tempo, operar em múltiplas redes aumenta a complexidade de integridade de dados, roteamento de liquidez e gestão de endereços, o que demanda padrões claros de interoperabilidade e controles contra riscos de ponte (bridging) e fragmentação de liquidez. Para o usuário final, o impacto pode vir na forma de pagamentos transfronteiriços mais rápidos e previsíveis, com liquidação em minutos e custos potencialmente menores, especialmente quando comparados a processos de correspondent banking tradicionais.

Do ponto de vista regulatório, a presença de bancos na emissão e no resgate tende a favorecer modelos de governança compatíveis com requisitos de KYC/AML, relatórios e provas periódicas de lastro. A adoção por uma grande rede de pagamentos pode ainda acelerar discussões sobre padronização de auditorias e transparência de reservas, temas centrais para a confiança nesse mercado. Para quem deseja compreender melhor como diferentes modelos de stablecoins funcionam, seus mecanismos de paridade e quando podem ser úteis como hedge, o BlockTrends oferece o curso Stablecoins: Qual é o Melhor Hedge?, que explora fundamentos, riscos e aplicações práticas.

Compartilhar
Continue scrollando para a próxima matéria…