Artigo

Vale a pena usar bitcoin em viagens para o exterior?


Por Gabriel Aleixo
Julho 26, 2019

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Quando se planeja uma viagem ao exterior, a primeira preocupação – depois de escolhido o destino – é o dinheiro. Qual a moeda local; quanto custa; quais os destinos de melhor preço; levar em dinheiro vivo ou usar cartão; os impostos em gastos com cartão: estas e outras perguntas ocupam a cabeça de qualquer viajante.

A burocracia e a quantidade de taxas envolvidas em transferências internacionais também são agravantes. Por isso, muitas pessoas têm preferido usar bitcoins para facilitar o trânsito do dinheiro em viagens internacionais.

O bitcoin, como um sistema eletrônico de dinheiro ponto-a-ponto, torna possível a seus usuários enviar e receber moedas digitais por meio da Internet em qualquer parte do mundo, sem o controle de qualquer governo. Ou seja, é uma estratégia interessante para evitar os altos impostos e as dificuldades de levar dinheiro ao exterior.

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É preciso atenção apenas com os valores. Fernando Carvalho, CEO da QR Capital, explica que, apesar da natureza descentralizada da moeda, não se pode perder de vista que existem impostos sobre operações com criptomoedas no Brasil, como o Imposto de Renda.

“Os viajantes que forem realizar esse tipo de operação devem levar em conta a importância de declarar todas as transações de compra e venda de acordo com a legislação tributária existente, lembrando que operações até R$ 35 mil são isentas de tributação.”

Você pode comprar seus bitcoins em corretoras como a QR Capital, que oferece, além de bitcoins, outras moedas. Entre elas o TrueUSD que é uma criptomoeda com valor referenciado em dólar. Cadastre -se na plataforma e comece a planejar sua viagem. 

FORMAS TRADICIONAIS

Numa viagem aos Estados Unidos, por exemplo, existe a opção de comprar dólares aos poucos para minimizar os efeitos da flutuação da moeda. E, então, viajar com todo o dinheiro nas mãos, o que pode ser perigoso pois o dinheiro pode ser roubado ou perdido.

A recorrente opção do uso de cartão de crédito esbarra no câmbio, no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e no risco do dólar aumentar antes do fechamento da fatura. Há também a possibilidade de sacar dólares, através do cartão, em solo americano, mas os obstáculos serão similares.

A taxa de IOF é cobrada quando é realizado câmbio e outras operações financeiras. A porcentagem do imposto sobre o valor depende do tipo de operação. O valor pago no envio de dinheiro para o exterior varia de acordo com a natureza da remessa. Para a compra de moeda estrangeira, a porcentagem cobrada é de 1,1%. Já para o uso de cartão de crédito, débito ou pré-pago é de 6,38%.

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VANTAGENS DE USAR BITCOINS

Com essas dificuldades, o bitcoin tem sido a escolha de muita gente. Por ser uma moeda digital, o viajante não fica exposto às possibilidades de roubo ou perda. E não há incidência de imposto, como o IOF, porque o bitcoin, como moeda descentralizada no universo blockchain, não é controlado por um determinado país, não tem fronteiras.

Outra diferença entre a transferência de moedas fiduciárias e o bitcoin é que o valor da taxa não muda de acordo com o valor da remessa. A cobrança para transferir R$ 1 milhão em BTC é a mesma se for transferir R$ 10. Na verdade, a taxa de transferência muda de acordo com a quantidade de pessoas que querem transferir ao mesmo tempo, é como um “preço dinâmico”, mas nunca passa de alguns centavos. A taxa média de transferência do BTC oscilou em torno de US$ 0,1 no ano de 2018.

BITCOIN NO CAIXA ELETRÔNICO

Em muitos lugares, o viajante sequer precisa recorrer a uma corretora. Existem caixas eletrônicos de saque de bitcoin para a moeda local (e vice-versa) em 75 países. Os Estados Unidos, líder na quantidade de máquinas, têm cerca de 2 mil unidades em diversos estados. No Brasil existem apenas duas, em São Paulo, de acordo com dados do site Coin ATM Radar.

Nas ATMs é possível depositar Reais, ou a moeda local, e sacar a criptomoeda que preferir de acordo com a disponibilidade

Para utilizar a máquina, o usuário deve depositar um valor em bitcoin que será convertido para dólar (ou a moeda local). É preciso, no ato do saque, informar o número da carteira do comprador  –  por meio de um QR code digitalizado no dispositivo móvel  – que será escaneado pelo caixa eletrônico. O valor é depositado, e a máquina devolve a quantia na moeda local.

Com o site Coin ATM Radar, é possível pesquisar todos os lugares que já possuem o recurso. Ele mostra o mapa de cada local onde estão instalados os caixas eletrônicos.

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Existe a alternativa de pagar outros gastos diretamente em bitcoin, como passagens aéreas, hospedagem, restaurantes e aluguel de carros. Já é possível viajar gastando apenas em bitcoins, basta procurar os lugares que aceitam a forma de pagamento.

Em sites como o Expedia, é possível pagar hospedagem com seus bitcoins. O mesmo acontece com passagens aéreas oferecidas no CheapAir. Para os gastos em estabelecimentos locais, pode-se encontrar lugares que aceitam a moeda no Coinmap. E se você ainda não tem bitcoins, pode adquiri-los com a QR Capital, que além de oferecer as principais cripromoedas do mercado, também tem serviços de gestão para diferentes perfis de investidor.

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