TON volta funcionar após 6 horas e US$ 550 milhões em DOGS
A distribuição de mais de US$ 550 em DOGS fez com que alguns “serviços centrais” fossem temporariamente suspensos.
Nesta terça-feira (27), a rede blokchain do Telegram, The Open Network (TON), parou de funcionar por seis horas. O explorador de blockchain da TON, Tonscan, confirmou que a culpa da instabilidade aconteceu devido ao airdrop, distribuição gratuita, da memecoin DOGS, que gerou um intenso tráfego na rede.
Desse modo, conforme anúncio da equipe, a distribuição de mais de US$ 550 em DOGS fez com que alguns “serviços centrais” fossem temporariamente suspensos. Na manhã desta quarta-feira (28), a TON confirmou que já está funcionando, e a equipe de DOGS já realizou o airdrop com sucesso. Agora a rede continua produzindo blocos regularmente.
Apesar da interrupção, o token da rede TON sofreu apenas uma leve queda de 1,3%. A reação maior aconteceu durante o último final de semana, por outro motivo. A queda ocorreu quando Pavel Durov, CEO do Telegram, foi preso. Após a notícia de sua prisão, o token despencou mais de 15%.
Apesar disso, no Telegram, a TON reiterou que o problema foi referente ao algoritmo de validação da rede, que ficou com bastante sobrecarga.
“Devido à alta atividade recente (>20 milhões de transações nos últimos 2 dias), a coleta de lixo sobrecarregou muitos validadores por tempo suficiente para que perdessem o consenso entre si.” Contudo, agora usuários especulam sobre a melhor maneira de realizar os próximos airdrops na rede.

A TON chamou bastante atenção após o airdrop de Notcoin (NOT), e agora atrai milhares de usuários com promessas de distribuir criptomoedas dentro de jogos e outros aplicativos.
Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.