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Strategy amplia tesouraria com 34.164 BTC e ultrapassa IBIT em reservas

Strategy compra 34.164 BTC por US$ 2,54 bilhões, atinge 815 mil moedas e supera o IBIT. Captação via STRC (11,5% a.a.) e MSTR sustenta a 3ª maior aquisição da história da empresa em meio a ruídos geopolíticos no Estreito de Ormuz.

Strategy amplia tesouraria com 34.164 BTC e ultrapassa IBIT em reservas

Empresa de Michael Saylor realiza sua 3ª maior compra, eleva posição para 815 mil BTC e financia movimento com STRC e MSTR em meio a volatilidade puxada por tensões no Estreito de Ormuz.

Em um momento de elevada incerteza macro e oscilações bruscas no preço do Bitcoin, a Strategy anunciou a aquisição de 34.164 BTC por US$ 2,54 bilhões, efetivando a 3ª maior compra de sua história. O movimento consolida a companhia como a maior tesouraria corporativa de cripto do mundo e reforça a estratégia de alocação contínua conduzida por Michael Saylor. Para efeito de comparação, gestoras dedicadas como a Twenty One Capital e a Metaplanet somam 43.514 e 40.177 moedas, respectivamente, patamar agora superado por uma única operação da empresa. Em um mercado onde liquidez e convicção costumam ditar preço no curto prazo, a leitura é de continuidade do playbook que a elevou ao centro do debate entre tesourarias e ETFs.

O movimento: captação e alocação

Segundo a própria empresa, a aquisição foi realizada a um preço médio de US$ 74.395 por BTC e levou o retorno de BTC no ano para 9,5% até aqui. Em 19/04/2026, a Strategy detinha 815.061 BTC, adquiridos por cerca de US$ 61,56 bilhões a um preço médio de US$ 75.527 por moeda, superando as 802 mil unidades do IBIT, ETF de Bitcoin da BlackRock. A operação foi viabilizada por uma captação de US$ 2,17 bilhões via STRC — ação preferencial que oferece remuneração de 11,5% ao ano — e outros US$ 366 milhões com a venda de MSTR. Entre as maiores compras da companhia, apenas as de 55.500 e 51.780 BTC (novembro de 2024) superam a atual, e três dos dez maiores aportes ocorreram em 2026, sinalizando persistência da tese.

Por que importa: tesouraria x ETFs

Ao contrário dos ETFs, cuja estrutura busca replicar exposição para o investidor de varejo e institucional, a Strategy carrega Bitcoin no balanço como reserva corporativa, com incentivos, riscos e flexibilidade distintos. A compra atual isoladamente supera as reservas de players relevantes no ranking de empresas públicas expostas ao ativo, e reforça a discussão sobre concentração de oferta em mãos de tesourarias de longo prazo. Caso mantenha o ritmo, a companhia pode se aproximar da marca simbólica de 1 milhão de BTC ainda neste ano, um patamar que reconfigura a dinâmica entre demanda estrutural e liquidez disponível.

Mercado: Ormuz, petróleo e a volatilidade do Bitcoin

O pano de fundo da operação foi um fim de semana de forte volatilidade, após o Irã anunciar na sexta-feira (17) a reabertura do Estreito de Ormuz enquanto dados indicavam tráfego ainda anêmico de petroleiros. Nas redes, Donald Trump afirmou que o país violou o cessar-fogo ao atacar embarcações europeias, disse que o bloqueio americano já fecharia a passagem e estimou perdas diárias de US$ 500 milhões ao Irã, além de ameaçar infraestrutura caso um acordo não avance. Nesse ínterim, o Bitcoin recuou 5,8%, de US$ 78.350 para US$ 73.800, voltando a negociar acima de US$ 75.000 posteriormente. Em ciclos assimétricos de risco geopolítico, grandes compradores tendem a usar quedas para acelerar alocação — exatamente o que se viu.

Estratégia para o investidor: suavizar o risco com disciplina

Se para uma corporação capitalizada faz sentido ampliar posição em janelas de estresse, para o investidor pessoa física a disciplina costuma prevalecer sobre o timing. A compra recorrente (DCA) dilui a volatilidade ao distribuir entradas no tempo, reduz a dependência de acertos pontuais e alinha a alocação à tese de longo prazo do Bitcoin. Para quem deseja compreender melhor como configurar essa abordagem na prática, o BlockTrends oferece o curso Configurando Compra Recorrente de Bitcoin, que explora os fundamentos da estratégia, a definição de frequência e parâmetros de risco.

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