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SQ (NYSE), Fintech 2x maior que o Itaú, compra Bitcoin pra se proteger do Dólar


Por Marcelo Campos
Outubro 8, 2020

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Está preocupado com a alta do dólar? MicroStrategy (MSTR) e a Square Inc. (SQ) estão preocupados com a futura alta do Bitcoin à medida que as duas empresas, listadas na Nasdaq e na NYSE, se expõem ao criptoativo.

Em live no mês de agosto para a QR Asset Management, gestora habilitada pela CVM e ANBIMA do grupo QR Capital, Rodrigo Constantino afirmou: “o bitcoin passou pela minha mesa em 2014 e descartei. Que pena, se eu tivesse levado a sério, hoje estaria feito”.

Apesar do jornalista concordar com os ideais libertários e o princípio da concorrência entre moedas, postulados por Friedrich Hayek em seu clássico The Denationalization of Money, Constantino enfrentou um dilema na Teoria Moderna de Finanças: como definir se um ativo tem fundamento e, logo, é um Growth Investment, ou se todo som ao redor seria apenas barulho especulativo.

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Justaposto frequentemente ao lado de Value Investment, o Growth Investment é uma estratégia onde o investidor compra ações, moedas, contratos ou participações porque acredita que o retorno de longo prazo será alto, independente do preço de aquisição. Apesar de se assemelhar a arte de acertar uma mosca com um tiro, a estratégia rendeu frutos para quem apostou certo nas Big Techs do começo do milênio.

Já o Value Investment se transformou na doutrina dominante no mercado acionário brasileiro. Todo dia útil na B3, Pessoas Físicas, Investidores Profissionais e Qualificados batalham por uma pequena fatia de ações que podem ter perdido valor momentâneo, mas que ainda apresentam fundamentos robustos de lucro no longo prazo.

Não a toa, Luiz Fernando, gestor do Fundo Versa, avaliou o otimismo da B3 em live para a QR Asset: “Quando você destrincha o Ibovespa, você vê que tem razão pra subir. Commodities, como a Vale, e o setor bancário estão muito baratos”, disse em vídeo gravado em julho.

E Luiz Fernando não está errado em optar pelo Value Investment na B3. A questão primordial é acreditar que qualquer ativo exposto ao Real gera valor, em termos globais, no longo prazo. No ano em que observamos o Real derreter frente ao Dólar e “liberais” defenderem heterodoxias, como câmbio de equilíbrio e indústria nacional ineficiente, é tragicômico comemorar escaladas aos 100 mil pontos no índice Ibovespa se, em dólar, o Ibov ainda patina em 18k pontos.

Mas enquanto o mercado tradicional brasileiro parece se contentar com pouco, fintechs norte-americanas, como MicroStrategy (MSTR) e a Square Inc. (SQ), fundada por Jack Dorsey (também fundador do Twitter), começam a se posicionar em Bitcoin e iniciar algo que vem sendo chamado por especialistas de  “The Bitcoin Rush”.

A Institucionalização do Bitcoin

Enquanto discutimos em português se o IPO da Petz, a Pet Shop tech, foi de fato super-precificado, investidores institucionais expostos ao dólar estavam do outro lado da moeda, literalmente.

A Square Inc., empresa de solução de pagamentos, se tornou a 1ª companhia listada na NYSE a ter 1% de seus ativos totais em Bitcoin. O valor estimado é de R$276 milhões apenas em BTC. O motivo? Em carta aberta para os investidores da empresa: fazer hedge contra o risco inflacionário do Dólar. Vale ressaltar que o movimento foi bem recebido pelo mercado e fez as ações da empresa ganharem quase 2% ao longo do pregão.

Outro ponto que reforça o movimento de Institucionalização do Bitcoin foi a recente listagem da Diginex, Exchange de Criptoativos baseada em Hong Kong, na Nasdaq. De acordo com Richard Byworth, CEO da Diginex, o objetivo é atrair um mix entre varejo e investidores que se interessem pelos papéis da primeira exchange de ativos digitais a ser listada em uma bolsa norte-americana.

Talvez o alerta do lendário Alan Greenspan, Presidente do FED por 19 anos, 3 crises de Incerteza e 2 Partidos Políticos, tenha acendido uma luz vermelha nos investidores que buscam proteger o valor de seu patrimônio. Pode parecer exagero, mas após Jerome Powell, atual presidente do Federal Reserve (FED), afirmar que a atual Política Monetária com juros negativos deverá permanecer, pelo menos, até 2023, o mercado institucional americano parece ter mudado o tom.

A MicroStrategy (MSTR), por exemplo, que é uma empresa que oferece diversos serviços em nuvem para clientes institucionais, passou três meses realizando compras perenes de Bitcoins até alcançar o agressivo montante de 38.250 BTCs em custódia. O Valor, sozinho, é equivalente a R$2,2 bilhões.

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Mas não só isso, as transações realizadas por Michael J. Saylor, CEO da MicroStrategy, acabaram gerando um patrimônio em Bitcoin em outros dois grandes fundos: o BlackRock e o Vanguard que, por serem sócios de Saylor, acumulam o equivalente a R$500 mil em BTCs.

Outro grande nome institucional que, apenas recentemente, entrou para a lista dos HODLs foi a Rothschild Investment Corporation, ao comprar cotas do GBTC, principal fundo da maior gestora de criptoativos do planeta, a Grayscale. Apesar do montante somar, por enquanto, algo entorno de R$2 milhões, demonstra que a família aprendeu com Meyer Rothschild, seu patrono, frequentemente surrupiado por governos autoritários no decorrer do século XX.

Gestão regulada de criptoativos é o caminho

O movimento institucional de migração para o Bitcoin ganha força, justamente através de uma gestora regulada pela SEC, a Grayscale, parte do Digital Currency Group. Com a missão de serem o epicentro da indústria da blockchain, parecem ter alcançado isso com o seu tão falado fundo, o Grayscale Bitcoin Trust (GBTC). Apenas para uma noção de grandeza: o GBTC hoje detém mais de 400.000 mil BTCs, levando a um módico montante de mais de R$24 bilhões em custódia.

O fundo, que oferece baixas tarifas de administração e zero tarifas de performance, vem se tornando tão grande que inaugurou uma nova era: o primeiro Trust 100% alocado em Bitcoin a ser listado na Nasdaq. O fundamento é simples: pensando em diversificação de carteira, um fundo de baixa custódia é ofertado e bem distribuído em múltiplas plataformas. Resultado? Investimento regulado, protegido pelo FIDIC e ideal para o investidor que sabe do potencial do ativo, mas desconhece a melhor forma de comprar Bitcoin.

Quem segue essa tendência no mercado nacional é a QR Asset Management, gestora habilitada pela CVM e ANBIMA do grupo QR Capital, que lançou recentemente o QR BTC MAX FIM IE, o primeiro fundo da América Latina a expor sua carteira 100% em Bitcoin. A solução busca fornecer agilidade para investidores institucionais diversificarem suas carteiras com a criptomoeda.

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Pautado pela confiança no ativo como um duplo hedge contra as reviravoltas políticas e cambiais que afetam o mundo, e em especial o Brasil, o país cuja moeda teve a pior performance global em 2020, a QR Asset se destacou como a gestora de maior AuM (ativos sob gestão na sigla em inglês) do mercado, feito conquistado em apenas 6 meses.

Com taxa de 0,9% ao ano, com 0% de taxa de performance, o fundo possui aporte inicial de R$50 mil, similar a cotação atual de 1 Bitcoin (R$60 mil), e movimentação mínima de R$10 mil. 

Por se tratar de um ativo global, a gestora, fundada por Fernando Carvalho (executivo com atuação em grandes empresas como L’Oréal e Souza Cruz), e cujo gestor é Theodoro Fleury (com 20 anos de experiência no mercado e passagens pelo Banco BBM e XP), atua por meio de corretoras globais, também certificadas (conforme as normas da CVM brasileira e a SEC americana).

O ponto, apesar de ter sido reforçado ao longo do texto diversas vezes, é bem simples: não seja o Rodrigo Constantino. Se Investidores Institucionais norte-americanos estão se expondo ao Bitcoin em pleno 2020, então muito provavelmente não é tarde para você enfim compreender que o filé não está nas migalhas do Value Investment da B3, mas sim no potencial Growth Investment do BTC.

*Este artigo não é uma recomendação de investimentos.

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