Criptomoedas

SafeMoon, empresa cripto, entra com pedido de falência

O CEO John Karony, o CTO Thomas Smith e o criador Kyle Nagy são acusados de desviar milhões em ativos de investidores e de mentir para clientes.

SafeMoon, empresa cripto, entra com pedido de falência
(Imagem: DALLE-3)

A empresa de criptomoedas SafeMoon entrou com pedido de falência do Capítulo 7 na quinta-feira (14), enquanto seus executivos enfrentam acusações criminais nos EUA. Nesse sentido, a empresa declarou ter entre 50 e 99 credores, ativos entre US$ 10 e US$ 50 milhões. Além disso, dívidas entre US$ 100 mil e 500 mil, conforme processo no Tribunal de Falências de Utah.

A entrada de uma empresa no Capítulo 7 resulta na liquidação dos ativos do devedor para pagamento dos credores. Diferentemente das falências do Capítulo 11, que outras empresas de cripto fizeram, geralmente não há intenção de reestruturar e relançar a empresa.

Oficiais dos EUA prenderam os executivos da SafeMoon no mês passado. Desse modo, as acusações de conspiração de fraude de valores mobiliários, conspiração de fraude eletrônica e conspiração de lavagem de dinheiro.

O CEO John Karony, o CTO Thomas Smith e o criador Kyle Nagy são acusados de desviar milhões em ativos de investidores e de mentir para clientes. Embora Nagy tenha sido acusado, ele ainda não foi preso. O token SFM da SafeMoon despencou cerca de 42% nas últimas 24 horas, embora também não tenha muita liquidez ou um grande capital de mercado.

SafeMoof sofre processo da SEC

Além disso, a empresa também enfrenta um processo da Comissão de Valores Mobiliários (SEC) dos EUA, alegando fraude e violações das leis de valores mobiliários.

Portando, a SafeMoon já havia levado um grande golpe no começo do mês passado. Nesse sentido, o token perdeu quase 50% de seu valor em minutos após o processo da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, a SEC.

Resumindo as acusações, a SEC aponta que a SafeMoon e seus diretores violam diversas leis de valores mobiliários, incluindo a venda da criptomoeda em questão e gastos pessoais com o dinheiro dos investidores.

“Os Réus prometeram levar o preço do token “com segurança para a lua”, mas em vez de gerar lucros, sumiram com bilhões em capitalização de mercado, retiraram criptomoedas no valor de mais de US$ 200 milhões do projeto e fundos de investidores desviados indevidamente para uso pessoal.”

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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