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Ripple vai implementar liquidação com stablecoin em parceria com Mastercard, WebBank e Gemini

Ripple, Mastercard, WebBank e Gemini avançam em liquidação de transações de cartão via stablecoin RLUSD no XRPL, em projeto que pode se tornar um dos primeiros com um banco regulado dos EUA em blockchain pública, sujeito a aprovações regulatórias.

Ripple vai implementar liquidação com stablecoin em parceria com Mastercard, WebBank e Gemini

Projeto usará a RLUSD no XRPL para liquidar transações de cartão em blockchain; iniciativa envolve banco regulado nos EUA e aguarda aprovações

A Ripple anunciou uma colaboração com Mastercard, WebBank e Gemini para viabilizar a liquidação de transações com cartão utilizando a stablecoin Ripple USD (RLUSD) no XRP Ledger (XRPL). A proposta conecta uma stablecoin regulada a um fluxo tradicional de pagamentos, abrindo espaço para que partes da compensação e liquidação ocorram diretamente em blockchain. Segundo as empresas, uma vez implementado, este poderá ser um dos primeiros projetos em que um banco regulado nos Estados Unidos liquidará operações de cartão em uma blockchain pública.

O desenho busca utilizar a RLUSD no XRPL para facilitar a liquidação entre a rede da Mastercard e o WebBank, emissor do cartão de crédito da Gemini. A iniciativa amplia trabalhos anteriores no cartão da Gemini, que lançou uma edição baseada em XRP, e funciona como prova de integração entre ativos digitais e programas de pagamento existentes. Para Sherri Haymond, executiva da Mastercard, o movimento leva stablecoins reguladas ao mainstream com foco em proteção ao consumidor e conformidade, enquanto se explora a sustentabilidade desses casos de uso.

Na prática, a liquidação com stablecoin pretende reduzir fricções típicas do processo entre emissor e rede, como janelas de corte, conciliações e pré-financiamento, ao registrar valores com finalização quase imediata em uma infraestrutura pública. O XRPL, otimizado para pagamentos, é apontado pelas empresas por seu baixo custo e execução rápida, requisitos importantes para volumes de transações de cartões. A adoção, no entanto, depende de integração com sistemas bancários, controles de risco, trilhas de auditoria e alinhamento regulatório, elementos que os parceiros afirmam priorizar nesta fase.

A RLUSD é uma stablecoin lastreada em dólar, emitida sob licença fiduciária do regulador de Nova York (NYDFS) e totalmente garantida por caixa e equivalentes. Desde o fim de 2024, o ativo superou US$ 1 bilhão em circulação, impulsionado por usos em DeFi, pagamentos internacionais da Ripple e parceiros institucionais. Lideranças do WebBank e da Gemini destacam que stablecoins podem tornar pagamentos institucionais mais eficientes sem abrir mão de segurança e confiabilidade, enquanto a presidente da Ripple afirma que ativos digitais regulados podem aprimorar a liquidação e abrir caminho para novos programas de cartão.

O XRP, token nativo do XRPL, segue desempenhando papel técnico na rede, contribuindo para a segurança e eficiência das transações, inclusive à medida que novos ativos como a RLUSD ganham espaço. Se bem-sucedida e aprovada pelos reguladores, a integração pode sinalizar um padrão para o setor de cartões adotar liquidação em stablecoins, criando alternativas ao modelo atual e potencialmente influenciando custos e prazos. Nos próximos meses, as empresas planejam a integração inicial da RLUSD no XRPL e o mapeamento de sua incorporação aos processos de liquidação entre Mastercard e WebBank.

Para leitores que buscam contexto, stablecoins são criptoativos desenhados para manter paridade com um ativo de referência, em geral o dólar, a fim de reduzir a volatilidade comum em criptomoedas como Bitcoin e Ether. Modelos lastreados em reservas fiduciárias tendem a ser preferidos para liquidação por oferecerem previsibilidade de resgate e gestão de risco compatível com exigências regulatórias. Para quem deseja compreender melhor essas estruturas, seus mecanismos de paridade e o uso como proteção (hedge), o BlockTrends oferece o curso Stablecoins: Qual é o Melhor Hedge?, que explora fundamentos, diferenciações e implicações práticas no sistema financeiro.

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