Artigo

Retrospectiva 2019: Bitcoin e criptoativos


Dezembro 28, 2019 | nenhum comentário
Por Gabriel Aleixo

Neste ano de 2019, um dos principais fatos que se pôde observar no comportamento dos criptoativos foram os altos e baixos nas cotações de boa parte deles. Definitivamente, os últimos meses não foram muito monótonos e os destaques mais marcantes ajudam a compreender um pouco do que gerou o fenômeno. Uma tendência crescente que se consolidou no período foi a alta na dominância do Bitcoin frente às centenas de outros criptoativos existentes hoje, métrica que reflete a fatia percentual que um determinado ativo possui da capitalização total do mercado. 

De janeiro a dezembro, a capitalização do Bitcoin saltou de 51% para 69% da capitalização total do mercado de criptoativos, que engloba o valor somado de todos os ativos publicamente listados em corretoras mundo afora. Por sua vez, a capitalização global também cresceu de forma expressiva, com aproximadamente 70 bilhões de dólares tendo entrado no mercado apenas nos últimos 12 meses, representando alta superior a 50%. A convergência desses fatores também pode ser sintetizada no comportamento da cotação do próprio Bitcoin ao longo de 2019. Entre o preços de abertura e fechamento deste ano, o BTC praticamente dobrou de preço, tendo passado por mínimas inferiores a 3500 dólares e máximas superiores aos 13000 dólares, oferecendo uma prévia do que eventualmente poderá ser visto na eventualidade de um próximo rally. 

Não há dúvidas de que se tratou de um ano de consolidação técnica e econômica para o Bitcoin, com boas notícias vindo tanto do desenvolvimento de tecnologias de ponta baseadas no protocolo como a Lightning Network e a Liquid quanto do crescimento na adesão de investidores institucionais ao BTC. Como será mostrado no próximo artigo, inclusive, essas são algumas das promessas que tendem a fazer o Bitcoin crescer em usabilidade, e possivelmente preço, nos próximos anos, pelo potencial que possuem de fazer com que a rede seja usada em mais larga escala para micropagamentos e digitalização de inúmeros ativos.

Por outro lado, não parece ter sido um ano trivial para redes como a Ethereum. Devido a conflitos internos, saída de grandes e importantes colaboradores do projeto e um uso apenas moderado das soluções de finanças descentralizadas construídas em cima do protocolo, é possível afirmar que ao longo de 2019 foi entregue menos do que o esperado. Principalmente nos quesitos técnicos referentes à escalabilidade da rede e à eventual migração para o que se chama já há alguns anos de “Ethereum 2.0”, espera-se que muito mais tenha que ser entregue em 2020, caso o projeto tenha a ambição de seguir com um cronograma arrojado de crescimento em adoção e usabilidade.

Ainda que este tenha sido um ano de baixas relativas para os criptoativos alternativos, dois dos maiores projetos desse segmento podem ser destacados positivamente: a Binance Coin e a Tezos. No caso de ambos, apesar de grande volatilidade, houve expressivo ganho no acumulado dos últimos 12 meses. Em larga medida, isso se refere ao bom desempenho das empresas emissoras desses tokens e, claro, ao momento favorável do mercado. A Binance, principal corretora global de criptoativos, vem expandindo suas atividades, listando novos pares para trading entre múltiplas criptomoedas e crescendo em volume e número de usuários. Em caráter similar, a Tezos passa por um momento muito positivo, expandindo sua representação mundial, inclusive com abertura de uma frente no Brasil, e tendo seu token listado com funcionalidade de staking em diversas grandes corretoras.

Nos próximas dias, você poderá conferir neste blog uma análise do que esperar para o ano de 2020 no mundo dos criptoativos. O que muda, o que surge e o que segue sendo tendência, podendo impactar diretamente a adoção de projetos e a cotação dos principais tokens do mercado.

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