Resumo
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O White House Crypto Summit será o primeiro evento cripto na Casa Branca, com grandes nomes do setor confirmados;
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Espera-se o anúncio do Bitcoin como parte da reserva estratégica dos EUA, além de outras criptomoedas;
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O mercado aguarda detalhes sobre a estrutura da reserva de criptoativos e as compras do governo;
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A reunião do FED, em 19 de março, pode indicar cortes na taxa de juros e o fim do aperto quantitativo;
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A política protecionista de Trump pode beneficiar projetos como Ripple e Solana, com Solana possivelmente sendo incluída na reserva dos EUA;
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O crescimento do M2 está correlacionado ao aumento do valor do Bitcoin, com liquidez global impulsionando a criptomoeda;
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O aumento do M2 desde janeiro de 2025 pode levar à valorização do Bitcoin nas próximas semanas;
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A China anunciou estímulos fiscais que devem aumentar a liquidez global e fortalecer o M2, impactando o Bitcoin;
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O Truflation mostra uma desaceleração da inflação, o que pode levar o FED a cortar juros, beneficiando ativos de risco como o Bitcoin;
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O mercado está em um cenário de aversão ao risco, criando uma janela de oportunidade para boas rentabilidades antes do fim do ciclo de alta do Bitcoin;
Visão Geral
O White House Crypto Summit, que acontece amanhã, marcará um momento histórico: será o primeiro evento dedicado ao mercado cripto realizado dentro da Casa Branca. Entre os participantes confirmados estão nomes de peso como Michael Saylor, Paolo Ardoino, Vitalik Buterin e Anatoly Yakovenko, reforçando a importância do encontro para o setor.
A grande expectativa do evento gira em torno do possível anúncio do Bitcoin como parte da reserva estratégica dos Estados Unidos. Além do BTC, outras criptomoedas como Solana, Ethereum, Ripple e Cardano também podem ser incluídas nessa estratégia.
Atualmente, o mercado tem três grandes questionamentos sobre essa movimentação:
- Como será estruturada a reserva estratégica?
- Qual será a porcentagem de alocação para cada ativo?
- De que forma o governo realizará essas compras?
Se essas questões forem esclarecidas no Crypto Summit, os investidores terão uma visão mais clara dos próximos passos, permitindo antecipar tendências de curto prazo para o mercado cripto.
Além desse evento, outro ponto-chave será a reunião do Comitê de Política Monetária do FED (FOMC) no dia 19 de março. Há expectativas de novas sinalizações sobre cortes na taxa de juros nas próximas reuniões, além do possível encerramento do aperto quantitativo. Caso ocorra uma mudança para uma política de afrouxamento monetário (Quantitative Easing), o impacto pode ser altamente positivo para o mercado de criptomoedas.
Neste relatório, analisaremos com mais profundidade esses eventos e suas implicações na política macroeconômica, além da crescente aproximação de Donald Trump com o setor cripto.
Os projetos “criados” nos EUA
A política de Donald Trump tem um viés protecionista, o que tende a beneficiar projetos criados e sediados nos EUA dentro da reserva de criptoativos. Nesse contexto, empresas como Ripple e Solana, que foram grandes financiadoras da campanha de Trump, podem ser favorecidas. Especula-se que, como forma de reconhecimento, Trump — ou mais precisamente David Sacks e sua equipe — planejam incluir Solana no portfólio estratégico dos EUA.
Além disso, três fatores estão sendo analisados no momento: os projetos nos quais o World Liberty Financial (ligado a Trump) está alocando capital, os criptoativos mencionados em suas redes sociais e aqueles que podem ingressar no mercado financeiro tradicional por meio de ETFs. Uma curadoria mais criteriosa poderia excluir memecoins e priorizar projetos alinhados à estratégia do presidente da maior economia do mundo.
M2 Global VS Bitcoin
Nos últimos tempos, o crescimento da oferta monetária global, conhecido como M2, tem sido destacado como um fator relevante para impulsionar o preço do Bitcoin. Essa dinâmica pode ter um impacto ainda maior do que o tradicional halving da criptomoeda.
Para ilustrar esse fenômeno, podemos comparar com uma mola gigantesca: ao ser liberada, ela despeja liquidez nos mercados financeiros, o que tende a aumentar o valor dos ativos de risco. Esse movimento de liquidez é o que estamos observando atualmente, com fatores globais alimentando esse processo e criando uma janela de oportunidade para o Bitcoin.
Embora seja desafiador estabelecer uma correlação direta entre o crescimento do M2 e a valorização do Bitcoin, os dados históricos indicam uma tendência consistente. O Bitcoin, geralmente, segue os movimentos do M2 de forma quase paralela, porém com um certo “atraso”. Em média, o Bitcoin leva cerca de 75 dias para reagir ao aumento da liquidez global. Esse atraso sugere que a expansão do M2 funciona como um gatilho de médio prazo para o crescimento do Bitcoin.
Em 5 de janeiro de 2025, o M2 global iniciou um novo ciclo de crescimento, o que, com base no histórico, pode indicar um movimento de valorização do Bitcoin nas próximas semanas. Se o padrão observado nos últimos anos se mantiver, podemos esperar que a criptomoeda ganhe força nas semanas seguintes, impulsionada por essa injeção de liquidez. Além disso, a expectativa é de que o M2 continue a crescer, alimentando ainda mais esse movimento de valorização.
No panorama econômico global, as atuais dinâmicas também favorecem esse processo. A China, por exemplo, anunciou em 5 de março de 2025 uma nova rodada de estímulos fiscais com o objetivo de proteger sua economia dos impactos de mudanças econômicas significativas e de uma guerra comercial crescente com os Estados Unidos. Essas medidas buscam estimular o consumo interno, o que resulta em um aumento da liquidez global e fortalece o crescimento do M2.
Embora essas políticas possam, em última instância, enfraquecer ainda mais as moedas fiduciárias, elas também têm o potencial de agir como catalisadores para o Bitcoin. A expansão do M2 está criando condições propícias para que a criptomoeda busque novas máximas históricas.
O crescimento da liquidez global, impulsionado por políticas fiscais e monetárias, cria um ambiente favorável para o desenvolvimento das criptomoedas, com o Bitcoin sendo um dos maiores beneficiados neste contexto.
Truflation
A expectativa de inflação elevada sustentou a política monetária restritiva do Federal Reserve nos últimos meses. No entanto, os dados mais recentes indicam que os preços estão desacelerando mais rápido do que o mercado previa. O índice Truflation recuou para 1,30% ao ano, abaixo da meta de 2% do Federal Reserve, enquanto o PCE Core caiu para 2,6%, atingindo seu menor nível desde 2021.
Como o CPI costuma refletir dados com um atraso de 45 a 60 dias em relação ao Truflation, a próxima reunião do FED ganha ainda mais relevância. Caso a inflação realmente atinja ou fique abaixo de 2%, o banco central pode antecipar o corte de juros, impulsionando diretamente ativos de risco como o Bitcoin e as altcoins.
O próximo corte de juros
O mercado está precificando uma probabilidade de 89% de manutenção da taxa de juros na reunião de março, enquanto a expectativa para 7 de maio já aponta mais de 50% de chance de um corte. Para a reunião de 18 de junho, a estimativa do mercado financeiro indica 87% de probabilidade de redução dos juros, o que sugere que o movimento mais esperado ainda está concentrado no sexto mês do ano. Caso não haja uma antecipação desse ajuste, poderemos ver mais três meses de lateralização e quedas moderadas nos ativos.
Diante desse cenário, o mercado cripto está cada vez mais atento a dados macroeconômicos do que a métricas on-chain, já que tanto a política de juros quanto a trajetória da inflação exercem impacto direto sobre os criptoativos.
Cenário de Medo
Atualmente, diversos indicadores sugerem um cenário muito semelhante ao de agosto de 2024, quando o Japão surpreendeu o mercado com um aumento repentino nos juros. O índice de Medo e Ganância aponta para um ambiente de aversão ao risco, o Altseason Index reforça essa perspectiva e até mesmo a volatilidade atual se assemelha àquele período.
Diante desse contexto, o mercado pode estar oferecendo uma janela de oportunidade interessante, onde um posicionamento gradual pode resultar em uma boa rentabilidade até o final do ano. Com o mercado entregando retornos expressivos, estaríamos então nos aproximando do fim do ciclo de alta do Bitcoin e das criptomoedas.
Conclusões
Diante do atual cenário, as criptomoedas parecem estar em um ponto de inflexão tanto macroeconômico quanto estrutural, com o mercado dividido entre a expectativa de uma reversão da política monetária do Federal Reserve e a realidade de curto prazo marcada por menor apetite por risco e incerteza econômica. Enquanto os investidores institucionais seguem acumulando, o varejo continua hesitante, resultando em uma liquidez mais restrita nas últimas semanas.
No médio prazo, a principal narrativa sugere que o Federal Reserve será forçado a mudar sua postura monetária à medida que a economia dos EUA desacelera e a inflação segue em trajetória de queda. Esse cenário pode aumentar a pressão para cortes de juros já no primeiro semestre deste ano, o que impulsionaria uma reprecificação expressiva nos mercados financeiros, favorecendo ativos como as criptomoedas, que historicamente respondem positivamente a períodos de maior liquidez.
No curto prazo, porém, há desafios consideráveis. A política fiscal e guerra comercial de Trump pode agravar a desaceleração econômica nos próximos meses, ampliando as incertezas nos mercados.
As tarifas comerciais impostas sobre diversos países tendem a impactar negativamente o setor industrial e intensificar a volatilidade nos mercados, reforçando um ambiente de menor crescimento e maior aversão ao risco.






