Visão Geral
Após uma alta expressiva no Bitcoin, que registrou um aumento superior a 12% em menos de uma semana, a carteira Satoshi obteve um impulso significativo, alcançando a melhor rentabilidade desde o início das negociações, com um acumulado em dólar de 12,88%. Esse desempenho superou o próprio Bitcoin, que no mesmo período valorizou-se cerca de 10,95%.
Como nossa visão de ciclo de mercado não se alterou, mantivemos a alocação próxima de 100% em Bitcoin, e essa valorização recente reforça nossa estratégia de longo prazo nas últimas semanas e meses.
Outro destaque relevante na última semana foi a rentabilidade da carteira Satoshi quando precificada em reais, que atingiu 26,39%. Esse retorno superou praticamente qualquer outro ativo disponível no mercado brasileiro, destacando a importância de manter uma exposição direta ao Bitcoin. Essa valorização de quase 27% representa o melhor desempenho da carteira desde seu início, ao longo de nove meses de negociação.
Se o Bitcoin encerrasse o ano agora, nosso portfólio já estaria superando praticamente todos os ativos listados na Bolsa Brasileira, mostrando o motivo de termos adotado tamanha exposição. Além disso, vale relembrar que essa rentabilidade já ultrapassa todos os benchmarks utilizados, algo que nós já prevíamos em meses anteriores.
Alocações e Rentabilidade
Não houve novas movimentações na carteira Satoshi na última semana, uma vez que o Bitcoin seguiu em uma trajetória ascendente expressiva. Com a exposição próxima de 100% ao Bitcoin, mantivemos uma alocação ideal para capturar essa valorização. Nos últimos três meses, nosso portfólio registrou uma rentabilidade de 8,52%, comparado aos 6,86% do Bitcoin, destacando que nossa estratégia nos fundos de mercado em agosto e setembro foi eficaz para acumular os atuais 12,88% em dólar desde o início da nossa negociação.
Além disso, vale destacar um ponto que mencionamos em relatórios anteriores: nossa expectativa de, até o fim de 2024, acompanhar ou superar a rentabilidade dos nossos benchmarks, incluindo Nasdaq, S&P 500 e Ibovespa. Atualmente, a carteira Satoshi conseguiu superar todos esses índices.
A Nasdaq, que liderava em valorização, acumula 8,90% de alta desde o início da carteira, enquanto o S&P 500 soma 8,81%. Esse desempenho reflete o alinhamento de nossa estratégia com a valorização do Bitcoin, que impulsionou a rentabilidade em relação aos benchmarks.
Outro ponto relevante é o desempenho do Ibovespa, que, desde o início da nossa negociação, acumula uma alta de apenas 0,6%, resultado bem inferior ao que apresentou em outros períodos. Em agosto, o índice chegou a valorizar 6,30%, mas em junho teve uma queda de 8,15%. Agora, o Ibovespa apresenta um comportamento lateralizado, com menos de 1% de alta.
Nossa expectativa é que, nos próximos meses e anos, a carteira Satoshi se descole ainda mais da performance desses ativos do mercado tradicional, refletindo a força do Bitcoin.
Perspectivas de Mercado
Com mais uma semana de alta significativa no preço do bitcoin, especuladores do mercado começaram a ficar bastante entusiasmados. A aproximação do preço com a última máxima histórica trouxe uma renovação do interesse em participantes do varejo, sinalizando uma maior vontade de negociação no BTC.
O volume de transferências on-chain do varejo, medido pelas movimentações de moedas abaixo de US$ 10 mil cresceu mais de 20% no último mês, sinalizando que investidores comuns voltaram a negociar. A atividade do varejo é crucial para as tendências de preço mais sólidas, pois traz uma urgência maior no volume de compra spot.
É essencial observar que o aumento da negociação de varejo também trouxe riscos à estrutura de curto prazo, pois elevou de forma expressiva as posições no mercado futuro. Entre os dias 26 e 29, mais de US$ 7,7 bilhões foram adicionados em contratos futuros perpétuos, refletindo um aumento superior a 20% no interesse por derivativos.
Essa elevação tende a aumentar a volatilidade, levando a correções locais significativas em busca de liquidez, e os movimentos corretivos recentes sugerem uma estrutura de mercado mais propensa a liquidações, o que pode ocasionar ajustes ainda mais acentuados.
Embora essa estrutura acarrete riscos para os traders de curto prazo, ela não deve afetar a dinâmica do médio prazo, visto que os indicadores de fluxo de capital continuam a mostrar sinais de fortalecimento. Com cerca de US$ 5 bilhões adicionados ao valor realizado de mercado, a alocação de capital externo em BTC permanece robusta.
Além disso, o interesse institucional segue firme na acumulação. As reservas de grandes investidores, ou baleias, que possuem de 1.000 a 10.000 BTC, acabam de alcançar uma nova máxima histórica, com a variação de 7 dias mostrando aumento contínuo nas últimas semanas.
Portanto, embora enfrentemos correções de curto prazo e possivelmente mais ajustes futuros, a estrutura geral do ciclo de mercado ainda aponta para uma continuidade de alta. A liquidez global, medida pela Base Monetária Global M2, deve atingir seu pico em algum momento de 2025, provavelmente precedendo uma correção de longo prazo para o Bitcoin.
Contudo, enquanto essa fase não se concretiza, manteremos nossa posição alocada quase inteiramente em BTC e apenas buscando alguns momentos locais oportunos para realocações de curto prazo. Para todos que possuírem um viés de médio a longo prazo, o ideal será sair somente numa confirmação mais clara do final do ciclo.
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