Resumo
A Carteira Altfolio tem como foco o estudo dos setores mais promissores do mercado de criptomoedas, buscando rentabilizar a partir de novas tecnologias que estão surgindo.
Introdução
Investir em altcoins pode apresentar diversos desafios iniciais, especialmente devido à alta volatilidade do mercado. Investidores tradicionais frequentemente se surpreendem com as oscilações nos primeiros contatos com o mercado de criptomoedas. No entanto, existem algumas estratégias que podem atenuar a curva de aprendizado, sobretudo quando combinadas com um estudo contínuo do mercado. Estratégias como o Dollar-Cost Averaging (DCA) ou a busca por momentos de entrada estratégicos requerem uma análise detalhada para otimizar a qualidade e o potencial de retorno das alocações.
Reconhecendo que muitos investidores podem não ter tempo ou disposição para desenvolver estratégias complexas, estamos introduzindo a “Carteira Altfolio”. Este novo produto do BlockTrends PRO proporcionará uma visão sobre a gestão de uma carteira concentrada em altcoins e dólar, operando com uma gestão ativa fundamentada em indicadores e análises minuciosas.
A Carteira Altfolio é uma carteira moldada para bater o Bitcoin no longo prazo. Com atualizações semanais aqui na plataforma e rebalanceamentos estratégicos alinhados às fases do ciclo econômico e métricas on-chain. Este texto tem como objetivo detalhar a configuração da carteira, a estratégia de investimento, os métodos de comunicação e fornecer informações adicionais sobre como os interessados podem acompanhar ou replicar a estratégia proposta.
O Estudo de carteira
A base da carteira consiste em superar o desempenho do nosso benchmark, o Bitcoin, medido através do índice CME CF Bitcoin Reference Rate.
A carteira vai alocar capital escolhendo entre as cem maiores criptomoedas do mercado apenas através de compras spot e ajustando a posição conforme os dados macroeconômicos sejam favoráveis ou desfavoráveis a esse mercado.
A estratégia visa observar indicadores como número de endereços ativos, número de transações, utilização da rede e de protocolos, e o Total de Valor Bloqueado. A proteção da carteira é feita em USDT, reduzindo a posição à medida que o preço do bitcoin sobe muito e aumentando a posição à medida que a cotação do Bitcoin sofre grandes quedas.
Cenário Macro
Atualmente, a visão geral do mercado de criptomoedas indica um momento oportuno para o crescimento de ativos de risco. Prevê-se uma tendência de queda nas taxas de juros nos próximos 12 meses, acompanhada por um aumento da liquidez global devido à emissão de moedas (M2). Nesse contexto, o posicionamento da carteira visa uma maior alocação à medida que os ambientes se tornam favoráveis, aproveitando as quedas de mercado que possam ocorrer ao longo do caminho.
Quais os critérios adotados?
O primeiro ponto a ser avaliado nos cem maiores projetos é o suprimento máximo de tokens.
Se o projeto tiver menos de 70% dos tokens no mercado, ele é automaticamente eliminado.
No caso da criptomoeda ser uma blockchain, se o número de transações, o total de valor bloqueado e o número de endereços ativos caírem pela metade, essa criptomoeda não atenderá aos nossos critérios e será retirada da carteira. Se algum token valorizar entre 50% a 100%, vamos avaliar a posição e rebalancear a carteira.
Atualização da Carteira
Podemos movimentar a Carteira Altfolio semanalmente, aumentando ou diminuindo posições de acordo com os sinais do mercado. Caso não exista fato novo no price action, e o portfólio possua um mix de risco/retorno satisfatório, não iremos movimentar a carteira. A posição inicial é líquida em USDT, logo, a tendência é a redução do caixa ao longo das primeiras semanas e um aumento gradual na exposição dentro de altcoins e setores com potencial de crescimento. Em momentos de topo de mercado e euforia máxima, a tendência é um aumento do caixa e uma redução na exposição a criptoativos com mix de risco/retorno pouco vantajosos.
Os Riscos da Carteira
As altcoins apresentam um risco maior do que o bitcoin, por serem mais centralizadas, terem um maior número de fundos de Venture Capital alocados e não possuírem tokenomics claros. Nesse sentido, a Carteira Altfolio busca mitigar a maioria desses riscos, monitorando esses ativos diariamente para identificar os melhores momentos de compra e venda. Entendemos que as altcoins podem experimentar grandes valorizações, mas é crucial que a venda desses ativos seja gradual. É difícil manter essas posições por mais de 12 meses, pois a narrativa do mercado pode mudar, o protocolo pode sofrer alterações características e regulatórias, e também pode haver despejos por parte dos grandes investidores.
Alocação: Bitcoin – Alocação 25%
O bitcoin será o principal balizador da carteira, ditando o nível de exposição em altcoins. O monitoramento contínuo dos preços do bitcoin e de seu comportamento indicará os melhores momentos para alocação e os momentos para reduzir a exposição.
Nesse sentido, vamos começar a Carteira Altfolio com 25% alocados em bitcoin. À medida que surgirem melhores oportunidades no mercado, vamos reduzir essa alocação. Em determinados momentos, podemos ter até 40% da carteira alocada em bitcoin.
USDT – Alocação 25%
Para manter um caixa para boas oportunidades, alocamos 25% em USDT. Esse caixa deve sofrer reduções nas primeiras semanas da carteira. Quando o bitcoin estiver subindo muito, em alguns momentos aumentaremos nosso caixa, enquanto em outros momentos estaremos com zero de caixa, podendo até adicionar capital se considerarmos necessário.
Ethereum – Alocação de 10%
A Ethereum é a principal blockchain voltada para a criação de tokens, contratos inteligentes e projetos descentralizados. Por isso, alocamos 10% da carteira em ether (ETH) e monitoraremos o número de endereços ativos, a utilização das redes L2 da Ethereum, o nível de ETH nas corretoras e o número de transações diárias na blockchain. O ether dificilmente sairá da carteira, podendo ter sua posição reduzida ou aumentada conforme a análise dos pontos de mercado.
Solana – Alocação de 10%
Atualmente, Solana é a blockchain que compete diretamente com a Ethereum e mostra crescimento no Total de Valor Bloqueado, número de transações diárias e número de endereços ativos. A alocação no token SOL, moeda nativa do protocolo, baseia-se na estratégia de que ela continuará crescendo nesses indicadores. Se esses três indicadores caírem 50%, a SOL será automaticamente removida da carteira e substituída por outro ativo.
Stacks – Alocação de 10%
Stacks é uma rede de segunda camada do Bitcoin e, atualmente, seu movimento age como um beta do bitcoin. O protocolo ainda apresenta baixa utilização, com menos de US$100 milhões em Total de Valor Bloqueado (TVL), menos de 10 mil transações diárias e menos de 2 mil carteiras ativas por dia. Esses três critérios serão monitorados para ajustar a exposição a esse protocolo, aumentando ou reduzindo a alocação conforme necessário.
Mantra – Alocação de 10%
O protocolo Mantra é um ecossistema verticalmente integrado e inovador na negociação de tokens digitais, destacando-se por ser a primeira blockchain RWA (Real World Assets) de primeira camada. Ele está no setor de RWA, que é o segmento que mais cresce após o das Memecoins. Seus tokens já estão com mais de 90% do suprimento máximo em circulação, a capitalização de mercado é de US$ 1 bilhão e o protocolo está tokenizando cerca de US$ 500 milhões em ativos da MAG Group, uma incorporadora imobiliária sediada em Dubai.
Nesse sentido, se o projeto sofrer uma queda de 50% em sua capitalização de mercado durante um momento de alta generalizada, ele será automaticamente removido da Carteira Altfolio.
Lido Finance – Alocação 10%
Atualmente a Lido Finance é o maior protocolo de Liquid Staking do mercado de criptomoedas e já tem mais de US$22 bilhões de TVL e pode continuar expandindo à medida que tenhamos um crescimento desse setor. Mais de 90% dos tokens da Lido estão em circulação, e a capitalização de mercado é relativamente baixa, de apenas US$862 milhões.
Nos Estados Unidos, há uma crescente discussão sobre protocolos de Staking e Liquid Staking, e a Lido pode se beneficiar da pressão de investidores institucionais, como BlackRock e Grayscale, que buscam aumentar seus rendimentos por meio desses processos.
Se o TVL de Lido cair abaixo de US$15 bilhões, automaticamente a posição sai da nossa carteira.

A Tese da Carteira Altfolio
O objetivo da Carteira Altfolio é explorar as altcoins em diferentes momentos de mercado e introduzir diversos setores emergentes no ambiente da Web 3.0. Pretendemos aproveitar o momento de euforia esperado com a queda dos juros nos EUA e o aumento da base monetária global, expondo a carteira a setores de forte crescimento, como Real World Assets, DEPIN, Staking, entre outros. Além disso, reconhecemos que o Bitcoin é o maior ativo do mercado e pode proteger a carteira de altcoins em diversos cenários. Com base nesses pontos, faremos atualizações semanais, abordando tanto os movimentos de mercado quanto a adição ou retirada de ativos da carteira, garantindo clareza para o assinante.






