Radar Cripto

A Guerra Comercial e alta volatilidade no mercado

Volatilidade, medo e juros — um cenário desafiador que pode favorecer quem mantém foco no longo prazo e aproveita as oportunidades no mercado cripto.

Resumo

  • Trump e tarifas imprevisíveis: A postura volátil de Donald Trump em relação às tarifas internacionais tem causado instabilidade nos mercados globais, aumentando a incerteza e a volatilidade;

  • Volatilidade como efeito, não cisne negro: O mercado está reagindo com movimentos bruscos e imprevisíveis, mas isso é visto como uma consequência lógica da política externa, e não um evento extraordinário;

  • Inflação dos EUA em queda: O CPI de março caiu para 2,4%, abaixo das expectativas, indicando que a inflação pode estar convergindo para as metas do Fed;

  • Corte de juros em vista: Com a inflação recuando, o mercado projeta com 87% de chance um corte de juros já em maio, o que pode favorecer ativos de risco;

  • Riscos de recessão persistem: Apesar da queda na inflação, há temores de recessão, com estimativas como a da Kalshi indicando até 70% de probabilidade;

  • FED entre dilemas: O banco central dos EUA está dividido entre cortar juros para estimular a economia ou manter taxas altas e arriscar uma quebra no mercado de títulos;

  • Indicadores defasados: O FED toma decisões com base em dados atrasados, o que pode levar a políticas mal calibradas frente à dinâmica atual da economia;

  • Sentimento de medo no mercado: Investidores estão emocionalmente abalados com a queda dos ativos, o que pode levar a decisões precipitadas sem um plano de longo prazo.

  • Oportunidades em criptoativos: Apesar do cenário negativo, o momento é visto como de oportunidade, especialmente para quem segue uma estratégia de DCA (Dollar Cost Averaging) e aposta no longo prazo.

  • Sui e Solana em destaque: Ambas as redes mostram forte atividade on-chain, indicando potencial de alta acelerada quando o mercado se recuperar, enquanto o Ethereum enfrenta mais incertezas.

Visão Geral

Donald Trump está causando um pandemônio no mercado global, com tarifas que um dia são de 50%, no outro dia são de 100% e no dia subsequente são de 150%. Em um dia ele decide pausar as tarifas por 90 dias, no outro ele pode tranquilamente mudar de ideia.

Esse é um efeito causado e não um cisne negro no mercado, tanto é que a volatilidade vista essa semana mostrou isso: um dia o Trump tira o casaco e no outro dia ele coloca o casaco. Isso gera principalmente incerteza nos mercados e também muita volatilidade.

Se isso é um plano ou um delírio de Donald Trump, só saberemos nos próximos capítulos, mas um ponto ficou claro: ou estamos muito próximos do fundo do mercado ou fizemos fundo no começo dessa semana.

Agora, com as próximas retaliações vindas da China e essa queda de braço que pode durar ainda mais tempo, a grande certeza é que teremos mais dias voláteis pela frente, e aproveitar esse movimento pode beneficiar os investidores que optam pela paciência.

 

A Guerra Comercial e alta volatilidade no mercado

Queda na Inflação

Já faz mais de um mês que vínhamos apontando uma possível queda na inflação dos EUA, e isso se confirmou no dia de hoje com a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de março, que caiu para 2,4%, abaixo das expectativas de 2,5%.

A inflação subjacente do CPI também recuou, chegando a 2,8%, abaixo da projeção de 3,0%. Este foi o segundo mês consecutivo de queda no principal índice de preços dos EUA, e isso deveria impactar positivamente os ativos de risco, principalmente por se tratar de dados que se aproximam das metas do Fed. Se essa trajetória de queda continuar, poderemos ver um corte de juros já em maio — atualmente, o mercado precifica essa possibilidade com uma chance de 87%, segundo as projeções.

 

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O problema é que o fantasma da recessão continua assombrando o mercado de forma geral, e uma queda no consumo também pode ser um sinal de que estamos mais próximos desse cenário.

Na Kalshi, que é um agregador de previsões de mercado, ontem chegou-se a indicar uma probabilidade de 70% de os EUA entrarem em recessão. No entanto, assim como a atual volatilidade do mercado financeiro, essas previsões também carregam incertezas. Vale lembrar que previsões semelhantes foram feitas em 2022, algumas apontando 99% de chance de recessão nos EUA — e mesmo assim, ela não se concretizou.

A Guerra Comercial e alta volatilidade no mercado

 

Algo que parece evidente agora é que o CPI está seguindo a métrica do Truflation, com um atraso de aproximadamente 45 a 60 dias. Se essa tendência continuar, podemos esperar mais cortes de juros ao longo dos próximos meses. No ritmo atual, parece que estamos a cerca de 70 dias do início desse ciclo de cortes.

 

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Previsão nas taxas de juros

Como dito anteriormente, a volatilidade não está apenas no Bitcoin, mas também nos mercados globais, nos títulos americanos de longo prazo, nas moedas fiduciárias e nas previsões.

É o maior movimento de incerteza que os investidores no período pós-Covid já vivenciaram, e o Federal Reserve está em uma encruzilhada: ou injeta liquidez na economia, correndo o risco de reacender a inflação, ou se mantém inerte e arrisca provocar uma quebra no mercado de títulos.

Ou teremos uma recessão, e o FED vai ter que imprimir dinheiro — o que seria negativo para os criptoativos no curto prazo, mas, no médio prazo, esse capital tende a fluir para ativos de risco — ou o FED corta os juros tentando conter o atraso na curva de juros.

Na tentativa de se manter “orientado pelos dados”, o FED mais uma vez se vê preso a indicadores defasados enquanto precisa tomar decisões em tempo real.

Powell aparenta estar equivocado em sua leitura da inflação, e os impactos inflacionários das tarifas podem não se refletir no curto prazo, podendo até mesmo não impactar a inflação de forma significativa. Combinando esses fatores com a desaceleração da atividade econômica, esse cenário tende a pressionar ainda mais os preços para baixo.

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Medo, Vix e Aversão ao Risco

O sangue está nas ruas neste momento, e é aqui que entra o psicológico do investidor. Já não se trata apenas de ganho de capital, de acumular satoshis ou de comprar ativos de risco — boa parte dos investidores está com medo, vendo seus portfólios sendo diluídos em moeda fiduciária. Essa experiência vai moldar grandes investidores para as próximas crises.

Se você entrou no mercado sem um plano de compras, sem uma estratégia de investimentos, sem entender o Bitcoin e sem saber como funciona a diversificação de portfólio, é provável que esteja sentindo medo e aversão ao risco neste momento.

 

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A grande questão é: o que você fará com todas essas informações?

Vai sair do mercado nesse momento de oportunidade para voltar só nos próximos 12 meses?
Ou vai entender que Bitcoin é um ativo para o longo prazo e que criptoativos, por natureza, envolvem mais risco?

Neste momento, o mercado como um todo aponta para oportunidades — seja no próprio Bitcoin, seja em projetos como Solana, Sui, Ondo Finance, entre outros.

Talvez ainda não estejamos exatamente no fundo do mercado, mas estamos muito próximos dele.

Por isso, acumule satoshis aos poucos, mensalmente, fazendo DCA. Compre algumas altcoins para aproveitar o momento. Feche a corretora e volte a repetir o movimento no mês seguinte.

O horizonte temporal é o que mais importa agora.

 

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Os dados on-chain das Altcoins

Neste momento, as duas redes com maior atividade de endereços ativos são a Sui e a Solana. Quando houver uma retomada do mercado, elas tendem a performar mais rapidamente.

O Ethereum, no preço atual de US$ 1.500, até aparenta ser um investimento atrativo. No entanto, Vitalik parece ser o “Trump” das blockchains, e a rede enfrenta uma série de incertezas que, no curto prazo, podem impedir que ela ganhe a mesma tração que outras blockchains com menor capitalização de mercado e maior usabilidade.

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Sobre o autor
BlockTrends
A BlockTrends e a edtech de criptoativos do grupo QR Capital. Produz analises sobre mercado cripto, financas, tecnologia e economia, conectando dados a contexto editorial.