Resumo
-
O sentimento dos investidores de ativos de risco melhorou significativamente no mercado atual;
-
Na próxima reunião do FED (7 de maio), espera-se manutenção das taxas de juros, mas as perguntas a Jerome Powell podem impactar o mercado;
-
A expectativa de manutenção das taxas subiu para 56,4% na reunião de 18 de junho, com um corte de juros mais provável em 30 de julho;
-
Até 5 cortes de juros podem ocorrer até o final de 2025, com a taxa caindo para 3,5%;
-
O Bitcoin já caminha para superar os US$ 100 mil, com alta prevista no segundo semestre de 2025;
-
Atualmente, o mercado de criptoativos está mais otimista que o mercado financeiro tradicional, com o Bitcoin puxando a alta;
-
Ethereum e Solana precisam valorizar mais de 100% para atingir seus topos históricos;
-
O mercado segue controlado, com pouca presença de memecoins, indicando que o varejo ainda não entrou com força nas altcoins;
-
Projeções de preço do Bitcoin para 2025 indicam valores entre US$ 200.000 e US$ 500.000, com forte adoção institucional;
-
A blockchain da Sei se destaca com crescimento consistente, mantendo 300 mil endereços ativos por dia e TVL superior a US$ 500 milhões.
Visão Geral
O momento atual do mercado mostra uma melhora significativa no sentimento dos investidores de ativos de risco. Na próxima semana, mais especificamente no dia 7 de maio, teremos uma nova reunião do FED para discutir a situação dos juros americanos.
O mercado praticamente descarta qualquer mudança nas taxas de juros nesse encontro, com 98% das previsões indicando manutenção dos níveis atuais. No entanto, as perguntas feitas a Jerome Powell durante a reunião podem impactar diretamente o preço dos criptoativos.
A expectativa para a reunião de 18 de junho também passou por ajustes, com a probabilidade de manutenção subindo para 56,4%, refletindo uma postura mais cautelosa frente aos dados econômicos recentes. Com isso, o corte de juros mais provável foi adiado para 30 de julho, o que se consolida como o novo cenário base do mercado.
Além disso, o mercado precifica até 5 cortes de juros até o final do ano, com a taxa podendo cair para 3,5%. A linha laranja do gráfico abaixo mostra a probabilidade de corte no final de 2024.
Dessa forma, a maior alta do mercado pode ocorrer no segundo semestre de 2025, mas o Bitcoin já caminha para ultrapassar a marca de US$ 100 mil, e com o aumento da liquidez, é possível que vejamos em breve um novo topo histórico para o ativo.
A Zona Neutra
O mercado de criptoativos está atualmente mais otimista do que o mercado financeiro tradicional. O índice de Medo e Ganância do setor cripto aponta para uma zona neutra, mas já flertando com a euforia. Apesar disso, o movimento de alta tem sido puxado majoritariamente pelo Bitcoin, enquanto ativos de grande capitalização, como Ethereum e Solana, ainda estão longe de seus topos históricos — precisando valorizar mais de 100% para alcançá-los.
Já o mercado tradicional segue mais cauteloso, ainda na zona de medo, mas caminhando lentamente em direção à neutralidade. Essa postura defensiva se reflete nos principais índices, que seguem com desempenho negativo no acumulado do ano, em contraste com o Bitcoin, que está cada vez mais próximo de renovar sua máxima histórica.
No cenário atual, alguns ativos têm se destacado, como Sui, projetos ligados ao metaverso (Virtuals) e iniciativas com foco em Inteligência Artificial. No entanto, o mercado segue mais comedido, com pouca presença de memecoins ou novas narrativas — o que pode indicar que o investidor de varejo ainda não entrou com força nas altcoins. Esse movimento pode levar mais tempo para se concretizar, mas, quando acontecer, tende a ser o catalisador de uma nova fase de euforia.
As previsões para o Bitcoin
As previsões de preço do Bitcoin para 2025 estão ganhando destaque, com estimativas impressionantes de grandes instituições financeiras. Essas projeções refletem uma crescente confiança institucional no Bitcoin como reserva de valor e proteção contra a instabilidade do sistema fiduciário.
O Standard Chartered projeta que o Bitcoin pode atingir entre US$ 200.000 e US$ 250.000 até 2025, impulsionado por fortes entradas em ETFs de Bitcoin e comparações com padrões de negociação do ouro.
A H.C. Wainwright estima que o Bitcoin alcançará US$ 225.000 até o final de 2025, com base em análises de ciclos históricos de preços e expectativas de um ambiente regulatório mais favorável para ativos digitais nos EUA.
A 21st Capital, utilizando modelos quantitativos, projeta que o Bitcoin pode atingir entre US$ 135.000 e US$ 285.000, indicando uma zona de descoberta de preços parabólicos.
Tom Lee, da Fundstrat, prevê que o Bitcoin ultrapassará US$ 150.000 em 2025, atribuindo isso ao aumento da adoção entre investidores e ao retorno do apetite por risco nos mercados. Investor’s Business Daily
Chamath Palihapitiya mantém sua previsão de que o Bitcoin atingirá US$ 500.000 até outubro de 2025, vendo-o como uma apólice de seguro soberano e uma reserva de valor superior ao ouro.
A VanEck projeta que o Bitcoin atingirá US$ 180.000 no quarto trimestre de 2025, seguido por uma correção de aproximadamente 30% no verão, alinhando-se com correções históricas no meio do ciclo.
Larry Fink, CEO da BlackRock, indicou que o Bitcoin poderia atingir US$ 700.000 se fundos soberanos alocarem apenas 2–5% de seus portfólios em criptomoedas, destacando o potencial de valorização com a adoção institucional.
Essas projeções refletem uma crescente confiança institucional no Bitcoin como reserva de valor e proteção contra a instabilidade do sistema fiduciário.
Além disso, a dominância do Bitcoin no mercado de criptomoedas ultrapassou recentemente a marca de 65% (depois caindo para abaixo de 64% novamente), indicando uma preferência crescente dos investidores por ativos mais estabelecidos. Esse aumento na dominância ocorre em um momento em que altcoins e stablecoins representam menos de 35% do mercado, sugerindo uma rotação de capital em direção ao Bitcoin.
Esse movimento é impulsionado pela adoção institucional do Bitcoin por empresas como a Strategy nos EUA, que detém mais de 553.000 bitcoins, a Metaplanet no Japão, que emitiu US$ 24,8 milhões em títulos para adquirir mais bitcoins, e a Meliuz no Brasil, que propôs expandir sua estratégia de reservas em Bitcoin.
Embora as projeções variem, o consenso entre essas instituições é que o Bitcoin tem um potencial significativo de valorização até 2025.
É importante, no entanto, considerar os riscos dessas projeções e entender que elas podem ter um horizonte temporal acima do que o esperado pelas gestoras e pelos investidores, tendo em vista que a adoção pode ocorrer de forma mais tímida ou de forma mais rápida.
O próximo impacto
O Bitcoin tem mostrado mais resiliência no cenário atual, com grandes bancos e instituições passando a enxergá-lo como um ativo com alto potencial frente às moedas fiduciárias. O que ainda impede o mercado de alcançar novos patamares é a liquidez — tema central das discussões para a próxima semana.
É praticamente certo que a liquidez retornará ao mercado em 2025, mas o timing ainda é incerto, especialmente com o Federal Reserve aparentando estar mais lento do que o habitual em suas decisões.
Esse movimento de retomada da liquidez pode impulsionar o Bitcoin para níveis acima dos US$ 120 mil e reacender rapidamente a performance das altcoins.
Destaque para Blockchain da SEI
Nos últimos relatórios falamos bastante sobre SUI e Solana, mas a rede da Sei também vem se destacando e apresentando um padrão consistente de crescimento.
Atualmente, a Sei mantém uma média de 300 mil endereços ativos por dia, um sinal claro de que a rede tem potencial para escalar à medida que o mercado volte a entrar em fase de euforia. Outro dado relevante é o Total Value Locked (TVL), que ultrapassou a marca de US$ 500 milhões nos últimos dias — um indicativo de maior confiança dos usuários e desenvolvedores no ecossistema.
Apesar desses sinais positivos, o preço do token permanece estável em torno de US$ 0,20, bem abaixo da máxima histórica de US$ 1,00. Isso mostra que, embora a Sei ainda seja uma rede em estágio inicial e represente um investimento de alto risco, seus fundamentos estão se fortalecendo. Caso o mercado retome sua trajetória de alta, os indicadores da Sei sugerem que a rede pode acompanhar — ou até surpreender.







