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Quem é o dono do Tigrinho?

O homem misterioso tem um perfil no Linkedin, mas é inativo. A última publicação foi há 5 anos, e também não é fácil achar outros meios de contato.

Quem é o dono do Tigrinho?

Em 2025, apostadores brasileiros continuaram a enviar bilhões às plataformas de apostas. Um dos destinos de recursos foi o Jogo do Tigrinho, ou Fortune Tiger.

Atualizado em 20/05/2025

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O Tigrinho, ou internacionalmente Fortune Tiger, é uma criação da Pocket Games Soft (PG Soft), uma empresa com sede em Malta. A fundação da desenvolvedora se deu em 2015 por Ken Zhang, executivo de origem chinesa. Após a criação de jogos no estilo cassino, a PG Soft decolou. Mas ainda sabe-se muito pouco sobre Zhang.

A empresa é licenciada e opera legalmente em diversos mercados internacionais. Apesar disso, a promoção do Fortune Tiger no Brasil levanta questões legais, já que o jogo é ilegal no país.

Portanto, é válido dizer que o Tigrinho é somente um pedaço de um vasto portfólio de caça-níqueis e jogos de cassino que a PG Soft tem. Eles são especialmente desenhados para atrair apostadores com sua temática oriental, que promete sorte e prosperidade.

Apesar do sucesso global da PG Soft, a empresa impacta o mercado de apostas no Brasil, que chega a movimentar bilhões de reais mensalmente. O resultado é nítido, reais saem do bolso de beneficiários do Bolsa Família e migram diretamente para Malta após uma conversão para dólares.

E no Brasil?

O controle da empresa e suas operações no Brasil também é bastante escasso de informações conclusivas. A falta de transparência sobre os responsáveis pela distribuição e operação do jogo no país. No entato, novas informações surgiram com a CPI das bets que começou neste mês.

Deolane Bezerra: promotora, não proprietária

Em maio de 2025, posts no X sugeriram que a influenciadora Deolane Bezerra seria a “dona” do Jogo do Tigrinho, intensificando rumores após sua prisão em setembro de 2024 por suposta lavagem de dinheiro.

No entanto, sua defensoria afirma que Deolane não é proprietária, mas sim uma promotora do jogo. Sua visibilidade como influenciadora e sua associação com plataformas de apostas contribuíram para a confusão. Mas não há evidências de que ela tenha qualquer controle acionário ou operacional sobre o Fortune Tiger.

A prisão de Deolane e as investigações relacionadas à CPI das Bets, que também envolveu outros influenciadores como Virgínia Fonseca e Rico Melquíades, destacam o papel de figuras públicas na promoção do jogo.

Esses influenciadores, muitas vezes usando “contas demo” para demonstrar ganhos irreais, atraíram milhões de brasileiros, mas também enfrentaram consequências legais. 

Em Alagoas, por exemplo, a Operação Game Over resultou na criação de um fundo de R$ 1 milhão para ressarcir vítimas do Tigrinho, com a participação de influenciadores que divulgaram o jogo.

Fernandin OIG e a One Internet Group

Outra figura mencionada é ‘Fernandin OIG’, supostamente ligado à One Internet Group, apontada pela senadora Soraya Thronicke como a empresa responsável pela operação do Tigrinho no Brasil. Um post no X de agosto de 2024 sugere que Fernandin, que teria sido o primeiro empresário de Whindersson Nunes, desempenha um papel central na distribuição do jogo no país.

No entanto, até esta terça-feira, 20 de maio de 2025, não há informações adicionais que confirmem essa alegação. Além disso, a falta de detalhes sobre a One Internet Group dificulta a verificação.

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Afinal, quem é o homem por trás do Tigrinho?

Ken Zhang, o homem por trás do Tigrinho, é um empresário que se destacou na indústria de jogos de cassino online desde a fundação da empresa em 2015. Natural da China, Zhang fundou a PG Soft em Malta, onde a empresa mantém sua sede.

Depois disso, rapidamente expandiu suas operações para a Europa, América do Norte e Ásia. Zhang reuniu uma equipe de especialistas para focar no desenvolvimento de jogos com gráficos imersivos e jogabilidade viciantes no segmento de caça-níqueis e jogos de mesa.

O homem misterioso tem um perfil no Linkedin, mas é inativo. A última publicação foi há 5 anos, e também não é fácil achar outros meios de contato. Em paralelo, a PG Soft cresceu rapidamente e atualmente possui mais de 200 funcionários. Atualmente, consolida-se como um dos principais fornecedores de jogos de cassino móveis do mundo.

Não existem dados certos sobre o patrimônio líquido de Ken Zhang, não há dados públicos exatos disponíveis, mas o sucesso global da PG Soft, com a expansão em vários mercados, sugere que ele está entre os empreendedores de destaque na indústria de jogos de azar online.

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Por que Malta?

Malta é um dos principais centros globais para empresas de jogos de azar online. Principalmente em razão do seu ambiente regulatório favorável e sua estrutura tributária competitiva. O país oferece licenças robustas e bem-reguladas através da Malta Gaming Authority (MGA), o que garante confiabilidade e atratividade para empresas do setor de apostas.

Malta possui um dos mais avançados marcos regulatórios de jogos de azar da Europa. A Malta Gaming Authority concede licenças em várias categorias de jogos, desde apostas esportivas até cassinos online.

Além disso, não bastasse a regulação chamativa, a regulamentação em Malta é clara e robusta. A região oferece uma estrutura de impostos atrativa para as empresas de jogos. A tributação sobre os lucros de jogos de azar pode ser significativamente menor em comparação com outros países da União Europeia.

Empresas licenciadas pagam uma taxa de imposto que varia de acordo com a categoria de jogo, mas em geral, as taxas são competitivas. Desse modo, permitindo que as empresas aumentem seus lucros operacionais. A taxa efetiva de imposto sobre os lucros corporativos pode ser reduzida para até 5%, graças ao sistema de créditos fiscais em Malta.

Este conteúdo é informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de resultados futuros.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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