Criptomoedas

Por que Larry Fink, da BlackRock, revisou sua visão sobre o Bitcoin

Larry Fink diz ter reavaliado o Bitcoin: vê papel de diversificador similar ao ouro, mas não recomenda grande alocação; comentários ocorrem após forte liquidação no mercado cripto.

CEO compara a criptomoeda ao ouro, defende diversificação e diz que BTC não deve ter peso elevado no portfólio

Em entrevista ao programa 60 Minutes, publicada nesta segunda-feira (13), Larry Fink, CEO da BlackRock, detalhou por que revisou sua posição sobre o Bitcoin. O executivo, que no passado associava a criptomoeda ao uso ilícito, afirmou que a dinâmica dos mercados exige reavaliar premissas ao longo do tempo.

Segundo Fink, o Bitcoin hoje cumpre um papel semelhante ao do ouro: serve como alternativa de diversificação. Ele ponderou, porém, que a criptomoeda não deve ter participação elevada nas carteiras. Em suas palavras, não se trata de um “ativo ruim”, mas de algo que precisa ser dimensionado com prudência dentro de um portfólio equilibrado.

A inflexão ocorre enquanto o iShares Bitcoin Trust (IBIT), ETF de Bitcoin da gestora, se consolidou como o maior do setor, com cerca de US$ 90,7 bilhões sob gestão.

Fink também comentou sobre a inclusão de ativos de maior risco em planos de aposentadoria, como participações em startups de IA e infraestrutura de data centers. Para o executivo, a combinação de horizonte de longo prazo e diversificação é crucial para atravessar períodos turbulentos dos mercados.

As declarações chegam após um momento de estresse no segmento: na sexta-feira (10), o mercado de criptomoedas registrou aproximadamente US$ 19,1 bilhões em liquidações, um dos maiores eventos do tipo. Ainda assim, o histórico do setor mostra que choques dessa natureza tendem a ser superados ao longo do tempo.

Este conteúdo é informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de resultados futuros.

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