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Estourou a bolha? Nvidia cai 5% no pré-resultados

No dia anterior (20), as ações também estavam caindo cerca de 5%, e tiveram seu pior dia desde 17 de outubro.

Estourou a bolha? Nvidia cai 5% no pré-resultados
Imagem: Creative Commons

A, tão esperada, divulgação de resultados da Nvidia acontece nesta quarta-feira (21). Contudo, ao invés de otimismo, a precificação do papel mostra medo do que pode estar por vir. Isso porque, no mercado, a empresa enfrenta uma queda de 5% no pregão de hoje.

No dia anterior (20), as ações também estavam caindo cerca de 5%, e tiveram seu pior dia desde 17 de outubro. É inegável que, de um jeito ou de outro, as expectativas são altas para os resultados do quarto trimestre da fabricante de chips. O motivo é a empresa ser vista tanto como um termômetro para o comércio de IA.

Diversos analistas, e investidores, consideram a empresa como “bolha”. Portanto, dizem que a Nvidia usam da inteligência artificial ter ganhado tração para inflar o real valor de mercado da empresa. Entre os analistas está Michael Burry que previu a crise do subprime em 2008.

Contudo, de nada adianta a tese estar certa se não houver margem para mantê-la. Nesse sentido foi o que aconteceu com Burry, que observou suas opções no valor de mais de US$ 1 bilhão viraram pó.

Em novembro de 2023, a gestora de Burry Scion havia reportado a posse de 100.000 opções de venda (puts). Esses derivativos estavam atrelados ao ETF iShares Semiconductor, avaliadas em US$ 47,4 milhões pelo preço de fechamento do fundo no final de setembro.

O valor real da posição de opções, contudo, pode ser significativamente menor. O cálculo exato depende dos contratos específicos de opções adquiridos.

Nos últimos três meses do ano, a Scion desfez essa posição, conforme o documento mais recente. Enquanto isso, o ETF SOXX registrou alta de 22% no quarto trimestre, enquanto os fabricantes de chips ampliaram os ganhos em meio ao hype contínuo com a inteligência artificial.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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