Criptomoedas

Em nova lei, Rússia afasta o dólar e aproxima-se do Bitcoin

A legislação visa facilitar transações internacionais que foram prejudicadas pelas sanções ocidentais e pressões regulatórias sobre os bancos locais.

Em nova lei, Rússia afasta o dólar e aproxima-se do Bitcoin

O Bitcoin é uma ferramenta, que gostem ou não serve como arma em guerras geopolíticas. A Rússia está bem ciente disso, visto que o parlamento aprovou uma lei que permite o uso do Bitcoin para comércio internacional. Além disso, a lei também legaliza a mineração de criptomoedas.

A legislação visa facilitar transações internacionais que foram prejudicadas pelas sanções ocidentais e pressões regulatórias sobre os bancos locais. Isso permitirá que certas indústrias contornem regulações específicas de comércio. Em outras palavras, pode facilitar o esquivo de sanções, bem como do dólar.

Entretanto, a criptomoeda ainda não recebeu luz verde para pagamentos domésticos na Rússia. A nova lei representa uma mudança na abordagem da Rússia em relação ao Bitcoin internacionalmente. Portanto, ela busca fortalecer as relações comerciais da Rússia e desafiar as dinâmicas regulatórias globais.

Além disso, a Duma passou um projeto de lei para legalizar a mineração de criptomoedas. Assim, obriga regulamentações governamentais e do Banco da Rússia para atividades de mineração. A iniciativa visa legalizar a mineração, assegurar a declaração de renda e facilitar o pagamento de impostos.

A venda de moedas digitais mineradas será permitida sem o uso da infraestrutura de informação russa e isenta de leis de regulação cambial. A publicidade de criptomoedas ainda é ilegal, e a lei entrará em vigor em 1º de setembro de 2024.

A aprovação desta lei coloca a Rússia em oposição aos esforços dos EUA de restringir as capacidades comerciais internacionais de Moscou. Autoridades americanas, incluindo a Secretária do Tesouro Janet Yellen, estão monitorando de perto o uso de criptomoedas pela Rússia para evadir sanções.

O presidente Vladimir Putin apoia o uso de criptomoedas para mitigar o impacto das sanções internacionais. Apesar disso, ele é crítico do, segundo ele, alto consumo de energia da mineração de bitcoin.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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