Mineradora de ouro vende metal para comprar Bitcoin
A mineradora converterá suas futuras receitas de mineração de ouro em Bitcoin.
Até mineradoras de ouro têm preferido manter Bitcoin em caixa, abrindo mão do próprio metal precioso. A Bluebird Mining Ventures, uma empresa de mineração de ouro listada na Bolsa de Londres, anunciou essa decisão histórica nesta quinta-feira (5). A mineradora converterá suas futuras receitas de mineração de ouro em Bitcoin.
Além disso, ela vai ser a primeira mineradora de ouro a adotar uma estratégia de tesouraria baseada em criptomoedas. A notícia gerou grande repercussão no mercado, com analistas e investidores destacando o potencial de alta para o Bitcoin.
A iniciativa da Bluebird segue em linha com uma forte tendência de integração entre ativos tradicionais e digitais. A estratégia de adicionar Bitcoin em balanço é uma narrativa forte entre empresas. E a mineradora opera minas de ouro de alta qualidade na Coreia do Sul e nas Filipinas aderiu.
A estratégia pioneira da Bluebird
A Bluebird Mining Ventures possui três grandes projetos com uma estimativa combinada de 1,8 milhão de onças de ouro. Apesar disso, a empresa prefere Bitcoin e anunciou que venderá o ouro extraído para acumular a criptomoeda. Portanto, é uma decisão que a posiciona como uma pioneira no setor de mineração.
Além disso, também traz uma pitada de ironia. “Um modelo de parceria para desenvolver projetos de ouro de alta qualidade”, destacou o anúncio.
“Ao adotar uma estratégia de ‘ouro mais ouro digital’, a empresa tem a oportunidade de virar a página e atrair um novo tipo de acionista”, disse Aidan Bishop, diretor executivo e CEO interino da Bluebird.
A Bluebird também está buscando um novo CEO com experiência em ativos digitais para liderar essa transição, com vários candidatos em discussão.
Além disso, a empresa renovou recentemente a licença para seu projeto nas Filipinas em 6 de maio de 2025, e está finalizando um acordo com um parceiro local que permitirá manter uma participação nos lucros sem custos adicionais.
Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.