Criptomoedas

MicroStrategy anuncia sua maior compra de Bitcoin da história: US$ 4,6 Bilhões

O custo total de aquisição das reservas da empresa agora é de cerca de US$ 16,5 bilhões. O preço médio é de US$ 49.874 por Bitcoin.

MicroStrategy anuncia sua maior compra de Bitcoin da história: US$ 4,6 Bilhões

A MicroStrategy, sob liderança de Michael Saylor, anunciou nesta segunda-feira (18) sua maior aquisição de Bitcoin até o momento, conforme o formulário 8-K submetido à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC). A gigante da tecnologia adquiriu 51.780 BTC por aproximadamente US$ 4,6 bilhões, com um preço médio de US$ 88.627 por unidade da criptomoeda.

Desse modo, com a aquisição, a MicroStrategy aumentou suas reservas totais de Bitcoin de 279.420 BTC para impressionantes 331.200 BTC. A manobra estratégica representa um aumento de 18,5% em suas holdings de Bitcoin. Portanto, consolidando ainda mais sua posição como a maior empresa detentora da criptomoeda no mundo.

Entre no GRUPO DE WHATSAPP do BlockTrends para ficar por dentro de tudo sobre Bitcoin.

O custo total de aquisição das reservas da empresa agora é de cerca de US$ 16,5 bilhões. O preço médio é de US$ 49.874 por Bitcoin. Com o preço atual de mercado próximo a US$ 88.627, a empresa acumula um rendimento realizado (yield) de 20,4% no trimestre e 41,8% no acumulado do ano.

Além disso, com a compra, a participação da MicroStrategy no total de BTC em circulação aumentou de 1,412% para 1,674%. Por sua vez, o custo médio de aquisição subiu de US$ 42.692 para US$ 49.874.

Outras empresas seguem Saylor

Além da MicroStrategy, outra empresa anunciou a compra de Bitcoin nesta segunda-feira, e outra afirmou levantar capital para comprar. A empresa que de fato comprou foi a Semler Scientific, que anunciou a aquisição de 215 BTC.

Conforme apontou Cauê Oliveira, analista chefe do BlockTrends PRO, a empresa também passou a utilizar o termo “BTC Yield” como indicador de desempenho, de modo a refletir o crescimento das reservas de Bitcoin em relação a cada ação emitida.

“O playbook do Saylor já se espalhou e várias empresas se tornaram compradoras passivas de BTC via excesso no fluxo de caixa”, comentou o analista em seu perfil do X, antigo Twitter.

Por sua vez, a Mara anunciou que levantou US$ 700 milhões em notas conversíveis para comprar Bitcoin. “Os rendimentos serão usados ​​principalmente para adquirir bitcoin, recomprar notas conversíveis existentes com vencimento em 2026 e para fins corporativos em geral”, escreveu a empresa em anúncio.

Compartilhar
Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

Continue scrollando para a próxima matéria…