Méliuz anuncia oferta primária de até R$ 450 milhões para comprar Bitcoin
A operação será em mercado de balcão não organizado, com a possibilidade de acréscimo de ações adicionais conforme demanda do mercado.
A Méliuz (B3: CASH3) anunciou nesta sexta-feira (30) protocolou seu pedido à CVM para registrar uma oferta pública de distribuição primária de ações para comprar Bitcoin. O movimento acontece algumas semanas após o conselho aprovar a compra de Bitcoin para tesouraria estratégica por meio de operações financeiras estruturadas.
Com base no preço que o papel fechou ontem, em R$ 8,82, a oferta deverá movimentar de R$ 150 milhões a R$ 400 milhões com lotes adicionais.
A oferta será exclusivamente para investidores profissionais, e marca mais um passo da Méliuz em seguir o caminho da pioneira norte-americana Strategy. A empresa foi a primeira em 2020 a adotar o Bitcoin em seu balanço.
De acordo com o comunicado oficial disponibilizado pela companhia, a oferta inicial prevê a emissão de 17.006.803 ações ordinárias, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus ou gravames.
A operação será em mercado de balcão não organizado, com a possibilidade de acréscimo de ações adicionais conforme demanda do mercado. Prática comum que visa atender a eventuais excessos de demanda e otimizar a colocação.
Investidores receberão bônus de subscrição gratuitos
Além disso, um dos diferenciais da oferta está na concessão gratuita de bônus de subscrição, mecanismo previsto no artigo 77 da Lei das Sociedades por Ações.
Ao todo, serão 50.680.267 bônus de subscrição, divididos em 10 séries distintas. Serão entregues proporcionalmente aos subscritores das novas ações da oferta. Ou seja, cada ação adquirida dará direito a um conjunto de bônus.
Desse modo, permitindo ao investidor, futuramente, exercer o direito de compra de novas ações por meio da conversão desses bônus. Conforme regras e prazos definidos no regulamento da operação.
A empresa de serviços financeiros digitais, com ênfase em cashback, é a primeira empresa em bolsa no Brasil a aderir o “método Strategy”. Além de fortalecer o caixa e a capacidade de investimento, a captação poderá viabilizar novas aquisições da criptomoeda.
Desde que começou a focar em ser uma “bitcoin treasury company”, a Méliuz já adquiriu 320,25 bitcoins a um preço médio de US$ 101.703,80 por criptomoeda.
Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.