Criptomoedas

Maior apreensão de Bitcoin nos EUA pode elevar reserva acima de 325 mil BTC

EUA confiscam 127.271 BTC em operação contra rede ligada ao Prince Group, na maior apreensão de criptomoedas do país. OFAC sanciona 146 alvos. Com o confisco, a reserva de BTC dos EUA pode superar 325 mil moedas; governo afirma que manterá ativos apreendidos.

Maior apreensão de Bitcoin nos EUA pode elevar reserva acima de 325 mil BTC

DOJ confisca 127.271 BTC ligados ao Prince Group; OFAC sanciona 146 alvos em ação coordenada com o Reino Unido

Os Estados Unidos realizaram a maior apreensão de criptomoedas de sua história ao confiscar quase 130 mil BTC, avaliados em cerca de US$ 14 bilhões, em ação conduzida em 14 de outubro. O Departamento de Justiça classificou a operação como recorde e disse que o volume supera amplamente a apreensão de 94 mil BTC efetuada em 2022.

O alvo da investigação é Chen Zhi, apontado como líder do Prince Group e acusado de comandar uma ampla rede de golpes com criptomoedas. Segundo as autoridades, o grupo teria operado complexos fraudulentos no Camboja, com relatos de tráfico em escala industrial, tortura e extorsão de trabalhadores. Há ainda acusações de chantagem com materiais sexualmente explícitos, lavagem de dinheiro, fraudes, corrupção e jogos de azar online ilegais.

Em ação paralela, o OFAC impôs sanções a 146 alvos ligados à organização, enquanto a FinCEN e o Reino Unido, por meio do FCDO, atuaram de forma coordenada para sufocar as redes de lavagem e golpe transnacionais. De acordo com o Tesouro, a medida busca proteger cidadãos dos EUA e de países aliados do aumento de fraudes online.

Foram confiscados 127.271 BTC que, sob a ordem executiva que instituiu a reserva estratégica de Bitcoin dos EUA, ficarão sob controle do Departamento do Tesouro. O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo está reprimindo golpistas estrangeiros que causaram perdas bilionárias a cidadãos americanos.

Com a incorporação do montante apreendido, a reserva de BTC dos EUA pode superar 325 mil BTC. Antes da operação, o governo detinha cerca de 198.021 BTC, enquanto a China tinha aproximadamente 190 mil BTC. Em valor de mercado, as reservas americanas somavam perto de US$ 22 bilhões antes do confisco mais recente. Em agosto, Bessent indicou que os EUA não comprariam Bitcoin para a reserva, mas manteriam os ativos oriundos de apreensões.

O movimento consolida os EUA como o maior detentor estatal de Bitcoin. A trajetória futura desses ativos dependerá da política de gestão do Tesouro, com o mercado monitorando possíveis decisões sobre retenção de longo prazo ou eventuais alienações.

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