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Kodak é censurada pelo PCCh e jura “respeitar o governo chinês”


Por Hugo Montan
Julho 22, 2021

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A Kodak deletou uma postagem que retratava a região de Xinjiang seu Instagram após ser reprimida por partidários do PCCh. 

A Kodak deletou uma postagem de seu Instagram com fotos da região de Xinjiang, na China, onde o governo foi acusado de graves violações dos direitos humanos contra o povo Uigur, de maioria muçulmana, após ser reprimida por partidários de Pequim. 

Desde 2016 o governo Chinês tem sido acusado de realizar práticas que violam os direitos humanos contra o povo de origem muçulmana. As acusações começaram após o surgimento de relatórios de grupos de direitos internacionais sobre abusos em massa contra o povo uigures e outras minorias étnicas. 

Os relatórios detalham abusos, como detenção e trabalho forçado em campos de concentração, realização de abortos e controle de natalidade não consensual. Tais práticas levaram os EUA, o parlamento canadense e do Reino Unido a acusar Pequim de genocídio. 

Pequim refutou essas afirmações, dizendo que seus “centros de treinamento vocacional” na região eram necessários para fornecer empregos e erradicar o terrorismo. Frequentemente, ataca declarações de governos ocidentais expressando preocupação com o tratamento dado às minorias étnicas.

A foto excluída apresentava o trabalho do fotógrafo francês Patrick Wack, que se dedicou a denunciar as práticas vigentes na região por meio de fotografias tiradas em Xinjiang entre 2016 e 2019. A coletânea será lançada em um livro da autoria do fotógrafo. 

A Kodak tentou se distanciar do fotógrafo na terça-feira, após ser reprimida por partidários do PCCh se desculpando pelo “mal-entendido” e dizendo que “continuará a respeitar o governo chinês” e “se manterá sob controle”.


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