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Influenciadores virtuais geram mais engajamento segundo pesquisa

A disputa de território online por marcas se acirrou na última década na medida em que o direcionamento de publicidade preencheu o gap entre pequenos e grandes anunciantes.

Pela primeira vez na história, uma influencer 100% digital deve se tornar capa de uma revista. A “Lu”, personagem criada pela Magazine Luiza, deve estampar a capa da revista Vogue.

O fato de a própria Vogue ter sua influencer digital também levanta uma discussão em torno de algo que tem se tornado cada vez mais comum. Na busca por engajar com o público consumidor, marcas como Samsung, KFC, Dior, Balenciaga, Balmain, Louis Vuitton e Vogue têm apostado em influenciadores virtuais contra o padrão de celebridades “de novela”.

O resultado, porém, tem sido mais do que positivo. Segundo uma pesquisa realizada pelo site HypeAuditor, publicações com influencers criados em computação gráfica batem publicações feitas por celebridades reais em todas as faixas de pública.

Entre aqueles que possuem entre 20 e 100 mil seguidores, a distância entre o engajamento de celebridades virtuais é de 8,36%, contra 0,91% do engajamento de influenciadores reais, por exemplo.

Dentre os mais influenciadores na categoria está, em primeiro lugar, a “Lu do Magalu”, com 5,8 milhões de seguidores no Instagram, seguida pela influencer Lil Miquela, ligada ao Black Lives Matter, e pela “Nobody Sausage”, sem ligação com marca ou associações, apenas uma salsicha dançante.

No caso da personagem brasileira, os fãs podem encontrá-la em campanhas da empresa de varejistas nas mais variadas ativações.

Em uma ocasião, a Lu começou a usar o Tinder, gerando “Match” com os usuários da rede, e entregando descontos em compras feitas no Magazine Luiza.

Segundo Frederico Trajano, o CEO da empresa, foram mais de 150 mil matches, gerando um engajamento em compras bastante superior ao de outras campanhas meramente publicitárias.

Em uma disputa onde logística e descontos tem se tornado commoditie, a aposta em influenciadores virtuais pode aumentar o alcance das empresas garantindo resultados melhores, tendo em vista o maior controle da marca sobre anúncios.

A identificação com a empresa também colabora no valor intangível de marca, parte relevante na formação do valor de mercado da empresa.

Se o caso é apenas uma tendência passageira, é difícil dizer ao certo, mas na prática, é possível especular que personagens do tipo tendem a ganhar uma sobrevida, especialmente em tempos de metaverso.

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