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Hackers israelenses drenam US$ 1,7 bilhão em cripto do Irã

A carteira-alvo, que pertencia ao regime iraniano e supostamente servia para driblar sanções internacionais, mantinha aproximadamente US$ 1,8 bilhão em ativos digitais.

Hackers israelenses drenam US$ 1,7 bilhão em cripto do Irã

Um ataque cibernético de grandes proporções abalou a principal exchange de criptomoedas do Irã, a Nobitex, em um episódio que pode ter implicações geopolíticas globais. Segundo fontes militares israelenses que o perfil Clash Report repostou no X (antigo Twitter), um grupo de hackers com suposta ligação a Israel, Predatory Sparrow, drenaram cerca de 95% dos fundos da exchange com sede no Irã.

É fato que o Irã, desde que existe o regime islâmico após a perseguição aos persas, financia mais de 15 grupos terroristas e paramilitares na região. Portanto, é plausível que exista financiamento por meio de criptomoedas, ao afrouxar um KYC em Exchange local, por exemplo.

A carteira-alvo, que pertencia ao regime iraniano e supostamente servia para driblar sanções internacionais, mantinha aproximadamente US$ 1,8 bilhão em ativos digitais. Após o ataque, restaram apenas pouco mais de US$ 100 milhões.

O episódio foi reforçado por uma publicação do perfil “Hoje no Mundo Militar”, conhecido por cobrir conflitos e bastidores do setor de defesa. O post afirma que o ataque representou um golpe direto na estratégia iraniana de utilizar criptoativos como meio alternativo de financiamento e transações internacionais frente às restrições impostas por países do Ocidente.

“De acordo com essas fontes, a carteira, de quase US$ 1,8 bilhão, ficou reduzida a pouco mais de US$ 100 milhões”, escreveu o perfil @hoje_no.

Grupo Predatory Sparrow

O grupo de hackers Predatory Sparrow já havia sido vinculado a ciberataques anteriores contra infraestrutura crítica no Irã, incluindo sistemas ferroviários e refinarias. Apesar de sua atuação anônima, diversos analistas atribuem a autoria de suas operações a colaborações com agências de inteligência israelenses. Embora não haja confirmação oficial por parte de Israel.

A possível ligação do grupo com o Estado israelense torna o ataque à Nobitex um ato de guerra digital.

Blockchain como campo de batalha

Segundo os dados mostrados na postagem, as movimentações começaram entre os dias 13 e 17 de junho de 2025. A imagem da transação exibe uma queda abrupta no saldo da carteira, sinalizando o esvaziamento da reserva em criptomoedas que, segundo investigações, estaria vinculada ao regime iraniano.

As moedas drenadas incluem Bitcoin (BTC), TRON (TRX) e possivelmente outros ativos operados pela Nobitex.

Além disso, o incidente pode colocar mais pressão regulatória sobre o setor cripto. Tanto no Oriente Médio quanto em jurisdições ocidentais que buscam prevenir o uso ilícito de ativos digitais.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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