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FMI projeta aumento de desemprego em apenas 2 países: Brasil e Venezuela


Por Felippe Hermes
Abril 7, 2021

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Publicado pelo Fundo Monetário Internacional, o relatório sobre o desempenho da economia global prevê uma alta de 6,6% no PIB mundial, contra 3,7% do Brasil este ano.

Com um desemprego que passa de 2 dígitos há pelo menos 6 anos, o Brasil deve ver um aumento ainda maior este ano, passando de 13,2% para 14,5%, ao menos nas contas do FMI.

As projeções do fundo levam em consideração um crescimento de 3,7% do PIB para 2020, acima portanto dos 3,6% previstos inicialmente, e também bastante acima das projeções do boletim Focus, do Banco Central brasileiro com entidades do mercado financeiro, que prevê uma alta de 3,17%.

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O baixo crescimento econômico deve ser causado por uma demora na vacinação, uma preocupação global, mas que ganha força no Brasil, especialmente com o crescimento do número de mortes na atual onda do Covid19.

Nas últimas semanas o país chegou a registrar 40% dos óbitos por Covid no mundo em determinados dias.

O Fundo, que chegou a prever no início da pandemia uma queda de até 9% no PIB brasileiro, admite que os gastos do país em estímulo fiscal tiveram uma boa parcela para amenizar a crise.

Na prática, o país gastou 12% do PIB em estímulos para a economia e acima de países como Alemanha (8,9%), França (6%) e Itália (4,9%), sendo o sexto país do mundo em gastos no combate a Covid19 e seus efeitos

O efeito, porém, ficou condicionado ao auxílio emergencial na visão do FMI.

Para chegar a conclusão de aumento no desemprego neste ano, o Fundo estima que o país deva ter uma queda no PIB no primeiro trimestre deste ano, voltando a crescer no segundo trimestre.

É importante ressaltar que dados preliminares do CAGED, o cadastro utilizado como parâmetro para medir o desemprego no Brasil, mostram uma geração de 659 mil empregos líquidos entre janeiro e fevereiro.

Nos demais países da América do Sul e do Norte, onde o Fundo fez projeções, a expectativa é de que o desemprego caia. A outra exceção, ao lado do Brasil, é a Venezuela, onde o desemprego já atinge 44% da população.

Ainda segundo o Fundo, as diferenças de ritmo na vacinação entre os países deve acelerar a desigualdade entre eles.

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A expectativa é que boa parte das economias recupere os níveis pré-pandemia apenas em 2022, incluindo o Brasil e as potências europeias. As exceções nessa lista, porém, incluem Estados Unidos e China, essa com níveis atuais já maiores do que em 2020.

Desde a crise de 2014 o país já acumula uma perda de 9% do seu PIB per capita, além de uma desvalorização em dólar de 35% quando computado o período entre 2010-2020.

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