Economia

FED aumenta exposição em Bitcoin

Mesmo sem planos para adotar o Bitcoin oficialmente, o Federal Reserve pode ter, acidentalmente, se exposto ao ativo.

Não é de hoje que sabemos que o FED possui uma posição extremamente cética em relação às criptomoedas. Desde a explosão do ativo no início de 2021, Jerome Powell e Janet Yellen, respectivamente o presidente e a secretária do Tesouro do Federal Reserve, teceram diversas críticas perante o bitcoin. 

Em fevereiro de 2021, Yellen declarou que considera o bitcoin uma forma “extremamente ineficaz” de realizar transações e criticou fortemente o gasto energético das transações. Powell também declarou que classifica as criptomoedas como ativos puramente especulativos, e relatou que “não espera que o FED adote o Bitcoin tão cedo”. 

Mas, o FED pode ter, mesmo que acidentalmente, realizado uma exposição ao Bitcoin.

Com o crash ocasionado pelo surto de COVID-19 nos arredores do mundo, o FED viu a necessidade de intervir nos mercados injetando liquidez em fundos negociados na bolsa de títulos, entre outros. A injeção realizada tornou o banco o quarto maior proprietário do ETF SPDR Bloomberg Barclays High Yield Bond (JNK), de acordo com dados da Bloomberg. 

Cerca de 0,01% deste ETF, é dedicado a junk bonds que a MicroStrategy Inc. emitiu nesta quarta-feira (09) para comprar Bitcoin. Logo, tecnicamente o FED colocou a ponta de seu pé em uma piscina de criptografia, contribuindo minimamente com as aquisições realizadas pela MicroStrategy.  

“É um valor muito pequeno, mas para ser honesto, estou surpreso de vê-lo lá tão cedo”, disse Athanasios Psarofagis, analista de ETF da Bloomberg Intelligence. 

O que é o Bitcoin?

O Bitcoin é a primeira e maior criptomoeda do sistema financeiro global e traz consigo uma estrutura caracterizada principalmente pela sua altíssima complexidade. Mesmo assim, entender o Bitcoin e seus propósitos não é uma tarefa difícil.

De forma simples, o Bitcoin nada mais é do que um protocolo que fornece a possibilidade de criação de uma carteira digital que move dinheiro de forma totalmente virtual.

A partir dele, você pode armazenar e transacionar valor de forma ponto a ponto (P2P), sem a necessidade de terceiros para auxiliar na realização da transação, como ocorre no mundo financeiro tradicional.

A essência da rede se dá pela sua descentralização e por ser um código aberto, qualquer pessoa pode ter acesso ao livro razão do Bitcoin, onde todos os saldos de todos os endereços da rede constam (de forma totalmente criptografada).

A criptomoeda se posiciona como uma alternativa anti-inflacionária ao dinheiro fiduciário, pois é determinada, pelo próprio protocolo da rede, que existirá uma quantidade fixa de Bitcoins (21 milhões de unidades).

Ele é chamado de ‘’criptomoeda’’ devido ao uso de criptografia para garantir um nível aceitável de privacidade para todo e qualquer usuário da rede, mesmo assim, as transações e movimentações deixam registros que podem ser rastreados (mesmo que de forma complexa).

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