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Famílias com menos filhos são a maior ameaça a humanidade hoje, segundo Musk

A queda da natalidade se reflete em uma menor quantidade de pessoas criando, inovando e agregando ideias para o futuro da humanidade na visão de Elon Musk em uma entrevista.

Foi em 2019 que pela primeira vez na história da humanidade o mundo registrou a marca de mais idosos do que crianças.

Trata-se de um contraste com o senso comum, e boa parte das teorias conspiratórias que se consolidaram nas últimas décadas, em especial desde 1968, quando Paul Elrich lançou o seu bestseller “a bomba populacional”.

A ideia de que o planeta está superpovoado, o que ameaçaria a própria existência humana, parece dar lugar a outro risco, como comenta Elon Musk.

A população humana, em torno de 7 bilhões de pessoas, começará a entrar em declínio nas próximas décadas, o que por sua vez, se reflete em menos pessoas para trabalhar, criar e inventar novas idéias.

A resposta de Musk, um humanóide que pode fazer trabalhos braçais, é apenas um detalhe diante do problema.

Segundo a consultoria Boston Consulting Group, apenas a Europa deve demandar 10 milhões de trabalhadores a mais do que estarão no mercado na próxima década.

O problema, aparentemente resolvido por um robô, não elimina outros riscos.

De longe o país mais afetado, porém, segue sendo a China.

Com uma política de filho único imposta por décadas, a China se tornou um dos países com envelhecimento populacional mais rápido no planeta, o que coloca em risco toda economia do país.

Em primeiro lugar pois, não há qualquer sistema de seguridade social na China.

Como em diversos outros países asiáticos, a cultura chinesa prevê que os filhos devam poupar para sustentar suas famílias no futuro.

O problema? Cerca de 80% da poupança total do país está concentrada em um único ativo: imóveis.

Com o boom que transferiu mais de meio bilhão de chineses do campo para a cidade entre 1980 e 2010, o país teve um boom também no setor de construção civil, um setor que hoje responde por 25% do PIB.

Com um envelhecimento de população, a China agora vê a demanda por imóveis cair, o que por sua vez reduz o crescimento econômico, gerando menos renda para os mais jovens, além de reduzir o retorno dos imóveis, prejudicando o sustento dos mais velhos.

Este equilíbrio é, por larga vantagem, o mais relevante para a China nas próximas décadas.

Trata-se, porém, de um evento global, que atinge inclusive países antes considerados “jovens”, como o Brasil.

Por aqui, o envelhecimento da população se deu entre os mais rápidos do mundo, com uma média de idade saindo de 23 anos em 1990 para 34 anos em 2020.

A expectativa é de que, por volta de 2031, a população brasileira comece a encolher. Na prática, com menos trabalhadores e mais idosos dependendo de gastos em saúde ou previdência, o PIB per capita brasileiro possa inclusive cair.

Ao contrário da teoria de Musk sobre robôs fazendo o trabalho pesado, porém, o problema envolve questões mais complexas.

Itens como educação e saúde, fundamentais no desenvolvimento de uma criança ou adolescente, tiveram aumentos expressivos nas últimas décadas.

Criar um filho hoje pode custar até R$2,5 milhões, em uma escalada de custos que esbarram em regulações, em especial no setor de saúde.

Na mesma entrevista onde propôs uma solução simples para um problema complexo, Musk também filosofou sobre uma outra questão pertinente: a importância da morte.

Com uma população hoje vivendo mais do que o dobro de um século atrás, a ideia de “viver para sempre” segue mais forte do que nunca. O problema, segundo o próprio, é que em boa parte da vida as pessoas praticamente não mudam de ideias.

Em uma sociedade que viva para sempre, novas idéias são um risco muito maior.

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