Ex-diretor do Banco Central defende que Bitcoin como proteção é indispensável
"Vejo o Bitcoin como um hedge. Algo que vai ser acionado em caso de sinistro”, disse.
Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central defende a tese de que o Bitcoin é indispensável em uma carteira que tem como tese a proteção contra uma desordem, ou sinistro, no Brasil. Volpon discutiu em live gratuita nesta quinta-feira (10) sobre qual é o papel do Bitcoin em um possível colapso do sistema financeiro tradicional.
Tony Volpon foi diretor da Área Internacional do Banco Central do Brasil entre 2015 e 2016. Hoje é professor da Georgetown University e um ávido conhecedor do Bitcoin. Na live, as discussões foram ricas, e os temas foram desde Bitcoin até o sistema financeiro tradicional.
“Bitcoin de fato é um hedge contra o sistema. Todas as moedas do sistema financeiro tradicional dependem de uma ordem de estado. Que eles protejam a moeda, seu valor de compra, e não tenham políticas fiscais insustentáveis”, avalia.
Bitcoin é a proteção indispensável
Segundo Volpon, não é nenhuma novidade que quando o estado entra em colapso, como aconteceu recentemente na Argentina ou na África, a utilização da criptomoeda sobe. Ele é um hedge contra esse tipo de desordem. O especialista citou estudos que confirmam a tese, a comenta sobre as atuais incertezas que o mundo passa atualmente. Por exemplo, uma irresponsabilidade fiscal dos Estados Unidos e conflitos no Oriente Médio.
Por fim, Volpon afirma que o sentimento de ter Bitcoin aumenta caso a carteira seja da pessoa que é um participante desta desordem. Desse modo, para a população que soferia os prejuízos, a criptomoeda se torna ainda mais essencial. O Brasil até agora é mais organizado monetariamente que a Argentina, mas Volpon alerta que sempre existe o risco do Brasil entrar em uma desordem.
“Por isso, vejo o Bitcoin como um hedge. Algo que vai ser acionado em caso de sinistro”, disse. Ao pensar nessa tese, acredito que todos deveriam ter Bitcoin na carteira. Contra uma eventual desordem no sistema financeiro tradicional.
Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.