Empresas já acumulam mais de 6% do Bitcoin em circulação, com US$ 67 bilhões em reservas
Fluxos para tesourarias empresariais superam recordes e consolidam tendência de acumulação de longo prazo no Bitcoin
A adoção corporativa do Bitcoin atingiu um patamar inédito em 2025. Segundo o Business Bitcoin Report 2025, da River, as empresas já concentram 6,2% de todo o suprimento em circulação, o equivalente a mais de 1,3 milhão de bitcoins. O dado representa uma alta de vinte e uma vezes em relação a janeiro de 2020.
O crescimento tem sido constante ao longo dos últimos anos. Em 2021, os fluxos de Bitcoin para balanços empresariais somaram US$ 5,7 bilhões. Em 2024, o número saltou para US$ 31 bilhões.
Apenas em 2025, até agosto, o volume já alcança US$ 43,5 bilhões, superando em US$ 12,5 bilhões todo o acumulado do ano anterior. No total, desde o início da série, já são US$ 66,9 bilhões em compras corporativas de BTC.
O relatório da River destaca que as chamadas Bitcoin Treasury Companies — criadas especificamente para acumular grandes reservas de BTC — são responsáveis por 76% de todas as aquisições feitas por empresas desde 2024 e já detêm 60% das reservas empresariais conhecidas.
Atualmente, são menos de 100 companhias com mais de 10 BTC em tesouraria, mas elas movimentam volumes expressivos. A MicroStrategy (renomeada Strategy), por exemplo, transformou-se no maior case mundial ao acumular mais de US$ 70 bilhões em Bitcoin.
Além das empresas dedicadas, milhares de negócios convencionais vêm utilizando o BTC como estratégia de proteção e poupança de longo prazo. Dados da River mostram que 3 mil empresas nos EUA já utilizam a plataforma para acumular Bitcoin, com uma média de 22% do lucro líquido destinado ao ativo. Mais da metade dessas companhias planeja manter a posição por tempo indefinido, tratando o BTC como reserva de valor estratégica.
O relatório aponta que a motivação vai além do potencial de valorização:
- Proteção contra inflação, já que o Bitcoin possui oferta fixa de 21 milhões.
- Liquidez 24/7, permitindo movimentação mesmo fora do horário bancário.
- Menor risco de contraparte, especialmente após eventos como a falência do Silicon Valley Bank em 2023.
- Melhor tratamento contábil, após ajustes nos padrões de reporte aprovados em 2024.
Brasil na rota da acumulação corporativa
Se nos EUA e em outros países a corrida já é realidade, no Brasil empresas começam a ter acesso a soluções que viabilizam esse movimento. A Pague Bit, desenvolvida pelo D-Security Lab, permite que comerciantes e prestadores de serviço recebam pagamentos em Bitcoin e stablecoins diretamente via Pix.
Dessa forma, além de vender em reais, negócios locais podem acumular BTC de forma automática, transformando parte do faturamento em um ativo global escasso.
Especialistas projetam que estamos entrando na chamada “Era do Dinheiro Duplo”, em que moedas fiduciárias seguirão dominando transações do dia a dia, enquanto o Bitcoin será cada vez mais utilizado como ativo de poupança corporativa e de longo prazo. Para empresas brasileiras, soluções como a PagueBit representam a chance de participar desde já desse movimento global de acumulação.
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