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Empresa blockchain quer unir eSports, clubes de futebol e Web3

Clubes de renome como Flamengo, Sport Recife e Vasco já fazem parte do projeto, e a plataforma está em negociações com outros grandes nomes.

Empresa blockchain quer unir eSports, clubes de futebol e Web3

A plataforma eNations quer juntar o cenário dos eSports no Brasil com clubes tradicionais de futebol ao mundo dos jogos digitais, e tudo por meio de blockchain. A proposta, segundo o time, é democratizar o acesso ao mercado competitivo. Em resumo, a empresa blockchain foca na integração de eSports aos esportes tradicionais como o futebol com financiamento via blockchain.

“A eNations surgiu para romper com o monopólio dos grandes players e permitir que times e jogadores de diversos níveis tenham oportunidades reais de sucesso. Estamos criando uma estrutura onde todos podem competir em igualdade de condições,” afirma Thiago Buozzi, CEO da eNations.

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Clubes de renome como Flamengo, Sport Recife e Vasco já fazem parte do projeto, e a plataforma está em negociações com outros grandes nomes. Segundo a empresa, esses clubes estão entrando no cenário dos eSports e se beneficiando da estrutura e suporte profissional oferecido pela eNations.

Ao descrever seu modelo de negócio, a empresa diz que a plataforma foca na tokenização de ativos digitais, por meio do token da empresa NTX. O token, por sua vez, visa facilitar transações e patrocínios no ecossistema dos eSports.

Além disso, a eNations trabalha ativamente para captar patrocínios em vários setores, como alimentos, cripto e automotivo. “Nós apresentamos todos os nossos modelos de negócio às marcas, sejam elas de apostas, cripto, automotivas, entre outras, e criamos acordos comuns para o ecossistema,” complementa Buozzi.

Porque Web3 e blockchain?

A utilização da Web3 tem impacto direto nas competições organizadas pela eNations, conforme explica o time. A tecnologia permitiria uma economia descentralizada. “Mesmo que a gente traga capital da Web2, como patrocinadores para um campeonato tradicional, a liquidez das operações reverbera na Web3, por meio de nosso token,” destaca Fred, CTO da eNations.

“Nós teremos uma plataforma tokenizada e descentralizada, onde os usuários poderão entrar e assistir aos campeonatos usando nosso token,” Fred continua. Portanto, ele enfatiza que a sinergia entre Web2 e Web3 será essencial para o sucesso do projeto. “A grande inteligência do negócio é que o token funciona como instrumento financeiro que liga todo o ecossistema.”

A eNations já opera uma arena em São Paulo com mais de 1.600 metros quadrados para competições e treinamentos. Planos de expansão para outros estados e para o cenário global já estão em andamento. O mercado de Bets atualmente domina o futebol tradicional, no segmento de patrocínios. Ao questionar Buozzi sobre uma possível competitividade ele afirma que não existe.

“Acho que não existe antagonismo da eNations e dos players do nosso ecossistema, pelo menos com nenhum mercado. Principalmente o mercado de Bets. O único motivo pelo qual a gente pode criar algum antagonismo com alguma marca ou setor é se isso afeta a integridade competitiva. Por exemplo, da liga por definição. Mas nós queremos dialogar com todos os segmentos, todos os mercados que se interessem pelo esporte”, afirmou.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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