Economia

Depois de passar uma década atacando produção de petróleo, Biden cobra empresas por falta de produção

Após anos defendendo restrições ao petróleo, Biden agora questiona a baixa oferta de gasolina.

Seguindo do Canadá até as refinarias em Houston, o oleoduto “Keystone” é uma pedra chave na segurança energética americana. 

Sua construção se iniciou em 2008, ainda na gestão Bush, e foi crucial para garantir a autossuficiência americana em petróleo, um feito ocorrido durante a gestão Obama.

O oleoduto transporta diariamente 860 mil barris, e é considerado um feito relevante em especial para a diplomacia.

No Canadá, o oleoduto passa por terras indígenas, além do efeito óbvio de estimular a indústria do petróleo. Ambas as questões levaram o primeiro-ministro Justin Trudeau a se indispor com grupos progressistas. Ainda assim, Trudeau, apoiou o projeto.

A expansão do gasoduto, um desejo do Canadá, foi barrada não por ativistas locais, mas por Joe Biden. 

A ideia era aumentar em 500 mil barris diários a produção no Canadá destinada aos EUA.

Biden sepultou o projeto de expansão logo no início de sua gestão, bem como ampliou restrições à indústria do petróleo.

Em seu primeiro ano, a administração Biden emitiu uma ordem executiva (similar a uma Medida Provisória no Brasil), que cessou as concessões de produção de petróleo em terras públicas.

A medida, que se soma a aumento dos royalties e a pressões do próprio mercado, que força as empresas de petróleo a buscarem alternativas “ESG”, reduziu drasticamente os investimentos em exploração e produção.

Em 2021, os investimentos da indústria de petróleo e gás atingiram $420 bilhões, o equivalente a metade dos $850 bilhões em 2014.

A redução, porém, parece estar com os dias contados.

Em meio a escassez de gasolina e a elevação de preços, o governo americano tem pressionado as empresas para ampliar a oferta de petróleo.

Outras medidas que há alguns anos seriam inimagináveis, como diálogos com a Venezuela de Nicolás Maduro, também tem sido tomadas.

Em meio a guerra na Ucrânia, que está prestes a completar 4 meses, o governo americano tem buscado novos fornecedores e tentado atuar para apaziguar os estragos na cadeia de suprimentos.

A correção, porém, tende a ser lenta, afinal, a produção de um campo de petróleo é um projeto que pode demorar anos para acontecer. No momento, a busca têm sido por projetos em estágio dormente. 

Na outra ponta, pressionado pela base política, o governo Biden também argumenta sobre tributação do lucro das empresas do setor, que estaria sendo “excessivo” em meio a uma crise global.

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