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Custo da DeepSeek é 267 vezes maior do que chinesa afirma ser, diz relatório

As análises sugerem que a empresa pode estar subestimando os custos reais de sua operação.

Custo da DeepSeek é 267 vezes maior do que chinesa afirma ser, diz relatório

A startup de inteligência artificial DeepSeek abalou o setor de inteligência artificial ao afirmar que seu custo foi somente US$ 6 milhões para rivalizar diretamente com a OpenAI. Contudo, segundo relatório da SemiAnalysis, a empresa na realidade gastou US$ 1,6 bilhão (267 vezes mais).

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Desse modo, as análises sugerem que a empresa pode estar subestimando os custos reais de sua operação, levantando questionamentos sobre a transparência de suas declarações financeiras.

De acordo com o relatório, a DeepSeek afirmou que a empresa utilizou apenas 2.048 GPUs para desenvolver seu modelo de IA. No entanto, a empresa de pesquisa independente SemiAnalysis contesta esses números e sugere que os gastos reais são muito superiores.

A investigação da SemiAnalysis revela que a infraestrutura computacional da DeepSeek é muito mais extensa do que foi divulgado publicamente. Estima-se que a empresa tenha investido mais de NT$ 32,8 bilhões (US$ 1 bilhão) na construção de um parque de servidores. Além disso, que sua estrutura conte com aproximadamente 50.000 GPUs Hopper, incluindo 10.000 unidades H800, 10.000 unidades H100 e chips H20 adicionais.

Investimentos massivos em infraestrutura

Além do custo inicial de treinamento do modelo, a SemiAnalysis estima que a DeepSeek tenha investido cerca de US$ 1,6 bilhão em infraestrutura de servidores e que seus custos operacionais possam chegar a US$ 944 milhões.

A análise indica que os US$ 6 milhões mencionados pela DeepSeek cobrem apenas os custos de GPU durante a fase de pré-treinamento. Sem considerar despesas essenciais como pesquisa e desenvolvimento (P&D) e a manutenção da infraestrutura computacional.

Segundo a SemiAnalysis, a DeepSeek exige investimentos contínuos e significativos, e não se trata de um projeto paralelo com recursos limitados. A empresa de pesquisa argumenta que, mesmo com restrições de exportação, os investimentos da DeepSeek em GPUs ultrapassam US$ 500 milhões.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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