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Congresso debate reserva de Bitcoin. E agora?

Audiência na Câmara dos Deputados discute criação de uma reserva soberana em Bitcoin e levanta questões sobre volatilidade, segurança e custódia do ativo no Brasil

Congresso debate reserva de Bitcoin. E agora?

O debate sobre a criação de uma reserva estratégica de Bitcoin no Brasil avançou nesta semana, após audiência pública realizada na Câmara dos Deputados. Parlamentares e especialistas discutiram a possibilidade de o país acumular BTC como parte de suas reservas internacionais, em conjunto com ativos como ouro e dólar. 

A proposta reflete um movimento global: em um mundo de incertezas monetárias e crescente desvalorização de moedas fiduciárias, cresce o interesse em utilizar o Bitcoin como uma espécie de blindagem econômica.

O encontro reuniu parlamentares, representantes do governo e especialistas do setor financeiro e cripto. O deputado Eros Biondini (PL-MG), autor do projeto de lei 4501/2024, defendeu que o Brasil precisa “sair da retaguarda e assumir a vanguarda” no tema, lembrando que se a proposta tivesse sido aprovada antes, uma alocação de apenas 5% das reservas internacionais em Bitcoin já teria gerado ganhos bilionários ao país.

Na outra ponta, o Ministério da Fazenda adotou tom cauteloso. Daniel Leal, da Subsecretaria da Dívida Pública, destacou que as reservas nacionais precisam estar disponíveis em momentos de crise, e que a volatilidade do BTC pode transformá-lo em um “ativo de risco” justamente quando mais se precisa de estabilidade. 

O Banco Central seguiu linha semelhante: Luis Guilherme Siciliano, representante da instituição, lembrou que o Fundo Monetário Internacional classifica o Bitcoin como ativo de capital, comparável a terras, e não como moeda estrangeira. Segundo ele, isso o torna inadequado para compor reservas internacionais dentro dos critérios atuais.

Já o setor privado puxou para outro lado. Diego Kolling, Head de Estratégia Bitcoin da Méliuz, afirmou que o Bitcoin reúne características únicas de escassez, segurança e resistência à censura, comparando sua adoção a um movimento histórico inevitável, “como a pólvora”. 

Também esteve presente Pedro Henrique Giocondo Guerra, chefe de gabinete no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, que ecoou a visão do vice-presidente Geraldo Alckmin ao classificar o Bitcoin como um “remédio” contra a corrosão do valor do dinheiro. Do lado institucional, Rubens Sardenberg, da Febraban, pediu cautela, enquanto Julia Rosin, da ABCripto, ressaltou a importância de segurança jurídica e continuidade regulatória para que o Brasil não fique para trás.

Esse caráter histórico da audiência demonstra que o Brasil começa a olhar o Bitcoin sob uma lente de política pública estratégica, ainda que com muitos alertas técnicos e econômicos. Mas o debate também serve como paralelo para o investidor individual. Se até o Estado precisa discutir como manter e proteger reservas em BTC de forma segura, o mesmo se aplica a quem decide acumular o ativo como proteção patrimonial.

Nesse contexto, a autocustódia ganha relevância. Diferente de manter moedas em corretoras, modelo exposto a falências, bloqueios ou hacks, a autocustódia garante que o investidor detenha suas próprias chaves privadas e tenha soberania total sobre seus fundos. 

É nesse segmento que empresas como a D-Security Lab vêm ganhando espaço no mercado brasileiro. Com soluções como o KRUK, dispositivo físico que garante controle absoluto sobre as chaves, e outras ferramentas que protegem contra ataques digitais e falhas humanas, a empresa oferece alternativas tanto para iniciantes quanto para investidores mais avançados.

O debate em Brasília é emblemático: mostra que a soberania sobre o Bitcoin é cada vez mais relevante — para governos e para cidadãos. Afinal, possuir BTC é o primeiro passo; garantir sua custódia segura é o que mantém a soberania sobre esse patrimônio.

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