Artigo

Como o blockchain está revolucionando a indústria musical


Por Hugo Montan
Junho 7, 2021

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Utilizando blockchain em seus softwares, novas ferramentas da indústria musical destacam-se por sua dinâmica descentralizada e equitativa. Os provedores de serviços viabilizam uma remuneração mais justa e transparente.

Geralmente quando falamos sobre blockchain a primeira imagem associada ao sistema de dados são criptomoedas como o Bitcoin, de fato o blockchain é o pilar principal responsável pelo funcionamento do Bitcoin, mas seus possíveis usos vão bem além disso. O blockchain pode ser utilizado por diferentes setores devido a sua transparência e segurança, que proporcionam um grau de funcionalidade elevado em comparação aos sistemas de software comumente utilizados. 

Observando os mais diversos setores estão se atentando e adotando blockchain para o registros de seus dados internos. Tendo em vista este desenvolvimento, novas plataformas estão surgindo e moldando uma nova indústria musical, onde os artistas possuem melhores remunerações e direitos autorais invioláveis. 

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A suja indústria musical

Não é novidade na indústria musical que artistas se rebelem contra suas produtoras perante a injustiças financeiras e morais. O próprio Michael Jackson chacoalhou a indústria musical quando rompeu com sua então produtora, a Sony Music Entertainment, em virtude de golpes financeiros e midiáticos realizados pela produtora. 

Em um dos episódios mais escancarados, a Sony cancelou um projeto de caridade erguido por Michael para a arrecadação de fundos para as vítimas e familiares de vítimas do ataque de 11 de setembro. A canção chamada “What More Can I Give?” Iria contar com a participação de diversos astros como Beyoncé, Ricky Martin e Mariah Carey. 

O intuito era protagonizar uma campanha semelhante a “We are the world”, canção que arrecadou quase $100 milhões de dólares para regiões carentes da África. Mas o projeto foi barrado pelos então diretores da Sony, que recusaram permissão de qualquer um de suas estrelas aparecerem na gravação. Segundo Michael a Sony não tinha interesse em promover um projeto de caridade e se importava unicamente com o lucro obtido para a corporação. 

Atualmente a indústria musical é marcada pela sua rigidez estrutural injusta e sua centralização monopolizada por grandes gravadoras. Artistas são vistos como minas de ouro por suas produtoras, sendo desmantelados pelas corporações que ficam com um lucro totalmente desproporcional perante a real participação e contribuição.

A Alternativa descentralizada 

A revolta de estrelas do ramo musical também é motivada pela exploração financeira cometida pelas corporações que veiculam as músicas para o público. Artistas são vistos como minas de ouro por suas produtoras, sendo desmantelados pelas corporações que ficam com um lucro totalmente desproporcional perante a real participação e contribuição.

Sem as produtoras, os artistas não conseguem alcançar a devida audiência para suas músicas, devido a centralização existente na indústria musical. 

Visando resolver esse problema, alguns desenvolvedores de software implementaram blockchain em plataformas musicais. O blockchain consegue facilitar a maneira de identificar os direitos autorais do artista, viabilizando uma compensação justa pelo o que ele produz. 

O ponto principal é que nestas plataformas, os intermediários são excluídos da relação de consumo. A música é distribuída diretamente do compositor para os consumidores, sem a relação corporativa existente na indústria musical tradicional. Desta forma, o florescimento de novos artistas é viabilizado, tornando a indústria musical um setor muito mais justo e igualitário. 

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Diversas plataformas já foram criadas com esse intuito, na Coreia, onde as badaladas estrelas do K-pop vivem, uma plataforma chamada K-Tune foi criada. A K-Tune foi criada com o ambicioso projeto de superar os problemas prevalecentes da indústria tradicional utilizando blockchain. A plataforma propicia o surgimento de novas estrelas com a possibilidade de cooperação entre diferentes artistas em faixas compartilhadas sem a intervenção de uma grande corporação. 


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