Artigo

Como funciona o fork das redes blockchain?


Por QR Capital
Fevereiro 14, 2019

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Em qualquer setor, tecnologias costumam trazer novas práticas, conceitos e nomes que são novidades para o consumidor. O mundo das criptomoedas, que ganhou força com a valorização do Bitcoin em 2017, é um desses exemplos. Desde que passamos a conhecer a tecnologia, termos como blockchain,wallet e fork se tornaram recorrentes em matérias sobre o assunto. Neste texto, vamos explicar justamente um deles: o fork. Afinal, o que são?

Em inglês, fork significa garfo ou bifurcação. E é exatamente a segunda tradução que serve para caracterizar o que ocorre com as redes por onde circulam as transações das criptomoedas quando são separadas, ou seja, bifurcadas. Isso ocorre devido às atualizações que ocorrem no sistema.

EXEMPLO CONCRETO DE UM FORK NA REDE BITCOIN

Veja o exemplo do que ocorreu com o Bitcoin há dois anos. Desde 2008, data da criação da criptomoeda, a rede vinha crescendo à medida que os blocos de informação eram adicionados na blockchain do Bitcoin. Entretanto, em 2017, parte da comunidade manifestou a ideia de ter uma moeda que tivesse umacapacidade de processamento mais rápida do que o limite de sete transações por segundo do Bitcoin. Assim, foi criada uma nova criptomoeda, oBitcoin Cash (BCH), independente e mais rápida. E, para isso, ocorreu o tal fork.

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OS TIPOS DE FORK

Por conta da característica descentralizada e colaborativa, uma criptomoeda só funciona enquanto todos os usuários, desenvolvedores e mineradores estão em comum acordo sobre os protocolos da rede. Ou seja, quando há muita divergência, é sinal de que um fork está para acontecer. Mas, importante: um fork pode ser uma simples atualização ou, como ocorreu com o Bitcoin Cash, a criação de uma nova moeda que segue novas regras.

Existem dois tipos de bifurcação da rede: o soft fork e o hard fork. O que difere um do outro? Se é uma mudança profunda em relação às regras do sistema, que obriga a criação de uma nova criptomoeda, é um hard fork. Se for apenas uma atualização, é um soft fork.

FORKS ANTERIORES

A rede Ethereum (ETH) é outra que já teve um hard fork. Na época, houve uma falha em uma das transações, o que abriu caminho para um roubo de tokens. O problema é que uma das regras das redes blockchain é que dinheiro transferido não pode voltar. Por esse motivo, a maioria da comunidade decidiu mudar esse protocolo através de um hard fork, criando uma nova rede em que fosse possível fazer uma operação para retornar dinheiro roubado. Assim foi feito. A versão anterior virou a Ethereum Classic. Já a que nasceu da divisão seguiu com o nome Ethereum, e, nela, há o registro de estorno de uma de suas operações.

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