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Com apoio de deputados de esquerda e direita uso da cannabis avança no Brasil, ao menos na medicina.

Com apoio de deputados como Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Marcelo Freixo, o uso de maconha medicinal é um tabu cada vez mais próximo de ser superado no Brasil.

Foi em Julho de 2019 que a deputada bolsonarista Carla Zambelli se uniu ao talvez mais improvável aliado em uma pauta comum, o também deputado Marcelo Freixo do PSOL. O objetivo: liberar o uso de remédios à base de Canabidiol, um composto presente na maconha.

De lá pra cá a Anvisa aprovou, por unanimidade, a importação de medicamentos que façam uso do CBD, bastando para isso que se apresente uma receita médica.

Ainda assim, a fabricação de medicamentos do tipo tem demorado a avançar no próprio país. Trata-se de um mercado que movimenta hoje irrisórios R$100 milhões por ano, mas que tem potencial para atingir R$4,5 bilhões, segundo estudos.

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Em fevereiro deste ano, um importante passo foi dado pela brasileira GreenCare, que conta com investimentos da canadense Greenfield, e recebeu um aporte de R$40 milhões par adquirir uma unidade fabril e produzir medicamentos que, na cotação de hoje, custam em média R$3500.

O custo elevado é uma barreira significativa para popularizar medicamentos que têm sido adotados em larga escala ao redor do planeta, e que ao contrário do preconceito comum, não causam qualquer efeito psicoativo.

A união de deputados de direita e esquerda em torno de uma pauta como essa, que contou com apoio do próprio filho do presidente da República, Eduardo Bolsonaro, é um avanço, ainda que tímido.

Ao redor do planeta, o mercado de Cannabis movimenta cerca de $18 bilhões apenas nos Estados Unidos, e que tem crescido a uma taxa média de 17% a.a.

Ao redor do planeta, o setor deve movimentar $194 bilhões até 2026, tornando-se já, no presente, uma opção viável de investimentos (e disponível no Brasil através da gestora Vítreo em seus fundos voltados a empresas do setor).

No mercado americano, o maior do mundo, a expectativa é de que o uso da Cannabis movimente até $50 bilhões anuais, com cerca de 40% deste valor destinado ao uso medicinal, o que por sua vez representaria ao menos 0,7% de todo gasto de saúde americano.

O uso recreacional, que ainda está longe de ser liberado no Brasil, já é permitido em 15 dos 50 estados americanos (contra 35 que permitem o uso de maconha medicinal).

Um estudo produzido pela Câmara dos Deputados por aqui, prevê uma movimentação de R$45 bilhões anuais caso o setor seja inteiramente legalizado. Seria o suficiente para garantir uma arrecadação de ao menos R$7 bilhões em impostos, além de R$1 bilhão a menos em custos com prisões e judiciário.

O uso da planta e seus compostos, porém, vai além da medicina e da “recreação”. No Canadá, a brasileira AmBev lançou em 2019 a primeira bebida à base de Canabidiol. Sem álcool, a “cerveja” deve movimentar cerca de $1,7 bilhão, um filão bilionário que a companhia espera liderar.

Por aqui, um estudo do Credit Suisse avalia em 10% do mercado de bebidas o potencial da Cannabis, ou R$7,4 bilhões, além de R$2,5 bilhões em produtos de limpeza e higiene e R$2,8 bilhões em alimentos, totalizando R$12,7 bilhões em mercado potencial.

A exploração comercial de uma das drogas ilícitas mais comuns no país ainda é um tabu, apesar do crescente número de modelos a serem avaliados e seguidos. Aqui do lado, o Uruguai já garantiu resultados a serem médicos, e tem possui um modelo de forte regulação estatal que atrai deputados mais à esquerda, como o próprio Marcelo Freixo do PSOL.

Em outro caso, o do estado americano do Colorado, que conta com investidores bilionários como Peter Thiel entre os entusiastas, a maconha tem se tornado cada vez mais um produto qualquer, que gera $1 bilhão em impostos por ano, e garante emprego e renda.

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No caso de Israel, o modelo escolhido também é menos restritivo e regulatório do que o Uruguaio, onde quem deseja consumir o produto precisa se associar a algum dos clubes autorizados a produzir.

Mesmo que estejamos longe de um modelo menos restritivo, há avanços, como o caso do mandado coletivo que permitiu 21 famílias do interior de São Paulo produzirem a planta em casa para fins medicinais, reduzindo drasticamente os custos e obtendo efeitos positivos em tratamento médico.

No Brasil, a Cannabis ainda depende fortemente de Habeas Corpus autorizados pela justiça.

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Felippe Hermes

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