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Economia

Com 4 em cada 10 habitantes na pobreza, Argentina se encaminha para o 11° calote

Responsável por apresentar o maior PIB per capita do mundo em 1896, a Argentina tem se aprofundado em uma intensa crise econômica nos últimos anos, onde 4 em cada 10 pessoas são pobres.

Foi em meados de 2018, que o então presidente da Argentina Mauricio Macri, fechou o maior programa de resgate financeiro da história do Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de incríveis, $57 bilhões. 

Desde então, a economia argentina tem sido castigada pelas sucessivas renegociações exercidas pelo governo Peronista, liderado pelo atual presidente Alberto Fernández. Até março de 2022 o governo argentino tem de reembolsar bilhões de dólares ao FMI referentes ao resgate. 

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Mas ao que parece, Fernández não está com disposição para realizar as devidas ações para fechar essa conta. 

Na semana passada, diante de uma multidão de sindicalistas em Buenos Aires, o presidente berrou revelando que chegar a um acordo rápido com o FMI significaria “ajoelhar-me e cumprir as exigências dos credores”, acrescentando que: Não é isso que um peronista faz. Nós sabemos quem representamos: nós representamos você, não os credores”. 

O embate entre a Argentina e o FMI tem aumentado a expectativa sobre um possível próximo calote, que seria o 11° da história do país. Segundo uma fonte responsável por mediar as negociações, as conversas estão se tornando inconclusivas e cada vez mais “pessimistas”. 

Inadimplência e Argentina foram duas palavras intrinsecamente ligadas nas últimas décadas, fato que tornou a tarefa do FMI extremamente complicada em 2019. Segundo a então presidente do FMI em 2019, Christine Lagarde, existia uma certa pressão humanitária por trás do resgate, uma vez que o banco era “o único jogo na cidade” para a Argentina. 

Mas por incrível que pareça, nem sempre foi assim no país dos nossos hermanos. 

Cem anos atrás, a Argentina era uma das nações mais prósperas do mundo, com o maior PIB per capita do mundo em meados de 1896. Na época, um argentino era em média 29% mais rico que um francês, 14% mais rico que um alemão e 5 vezes mais rico que um brasileiro. 

Mas, à medida que os estrondosos anos 20 terminaram, o fascismo continental ganhou força e um golpe militar em 1930 suspendeu a constituição de 1853, inspirada na Constituição dos Estados Unidos. 

A partir disso, se deu início a um carnaval de golpes de estado, onde presidentes de todas as vertentes se revezaram no poder. Entre 1930 e 1983, foram 6 golpes de Estado, sendo 5 deles resultantes em ditaduras.

Mas foi sob o comando do general Juan Perón, que governou de 1946 a 1955 e novamente por um breve período em 1973-74, que a Argentina passou por transformações que se mantiveram até hoje, ressaltando um elemento em especial: o populismo. 

Em conjunto com os sindicatos, Perón instituiu direitos trabalhistas e um amplo aumento de garantias aos trabalhadores, que em sua grande maioria, não refletiam ao aumento de produtividade econômica necessária para a concessão dos benefícios. 

O resultado foi simples e direto, repetidos surtos de hiperinflação e crises de dívida externa, que por si não foram capazes de mudar a cultura política instaurada no país até hoje. 

Sob o governo peronista, as pensões governamentais concedidas a população chegaram a corresponder por 29% das riquezas produzidas pelo país. 

Esse tipo de política permanece até os dias atuais, via diferentes ferramentas, como os diversos subsídios ao consumo. Apenas em 2014, uma quantia equivalente a 3% do PIB foi destinada aos diferentes subsídios exercidos para a população. 

Toda essa gastança é auxiliada por um artifício que é proibido na maioria dos países (incluindo o Brasil), o mercado de títulos de dívida. Basicamente, o Banco Central Argentino é autorizado constitucionalmente a comprar títulos do governo, o que no termo popular significa: imprimir dinheiro. 

Não átoa, a inflação argentina está acima de 50%, levando o governo a recorrer a políticas comprovadamente falhas e empobrecendo mais ainda a população. 

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