Circle estreia Arc, blockchain de stablecoins com adesão institucional e participação do BTG Pactual
Circle lança a testnet pública da Arc, rede L1 focada em emissões institucionais de stablecoins, pagamentos instantâneos e infraestrutura para RWAs. Mais de 100 organizações participam, incluindo BTG Pactual, enquanto o USDC segue como a segunda maior stablecoin do mercado.
Rede L1 entra em testnet pública para emissões de stablecoins, pagamentos instantâneos e infraestrutura para RWAs, com mais de 100 organizações envolvidas.
A Circle, emissora do USDC, disponibilizou a versão pública da Arc, sua blockchain de Camada 1 voltada ao uso empresarial de stablecoins. A iniciativa, atualmente em testnet, conta com a participação de players globais como BlackRock, Deutsche Bank e o brasileiro BTG Pactual. A proposta é fornecer uma base técnica para aplicações financeiras em escala, reduzindo fricções em emissões, liquidação e integração com sistemas legados. Segundo a companhia, mais de 100 organizações do ecossistema bancário e de mercado se engajaram no lançamento.
De acordo com as especificações apresentadas, a Arc permite que bancos e instituições de pagamento lancem suas próprias stablecoins na rede. O desenho inclui taxas previsíveis baseadas em dólar, finalização de transações em menos de um segundo e privacidade configurável para atender requisitos de conformidade. Os casos de uso englobam pagamentos globais, câmbio, crédito e mercados de capitais, além de estruturas de negociação para tokens de ativos do mundo real (RWA). Em comunicado, Jeremy Allaire, cofundador e CEO da Circle, destacou o “impulso inicial” de empresas e protocolos que já testam soluções na rede de testes pública.
O engajamento institucional é amplo e abrange diversos segmentos. No mercado de capitais, participam Apollo, BNY Mellon, Intercontinental Exchange (controladora da bolsa de Nova York) e State Street. Entre bancos, gestores e provedores de tecnologia, a lista inclui Absa, BlackRock, BTG Pactual, Commerzbank, Deutsche Bank, Emirates NBD, Fiserv e Goldman Sachs, além de instituições de mais de dez países. Para o Brasil, a presença do BTG Pactual sugere espaço para pilotos de pagamentos instantâneos e tokenização de ativos sob um arcabouço de compliance, ainda que a adoção dependa de integrações, governança e clareza regulatória local.
O movimento ocorre em um momento de consolidação das stablecoins como infraestrutura de liquidação digital. A Circle realizou um IPO em junho que levantou US$ 1,2 bilhão; suas ações estrearam a US$ 35, chegaram a superar US$ 130 na primeira semana e alcançaram cerca de US$ 190 antes de ajustes posteriores. No mercado de stablecoins, o USDC soma aproximadamente US$ 76 bilhões em valor de mercado, consolidando-se como a segunda maior do setor. A Arc busca responder à demanda por trilhos de pagamento com previsibilidade de custos e liquidação quase instantânea, atributos críticos para tesourarias corporativas e operações cross-border.
Do ponto de vista conceitual, stablecoins são criptoativos projetados para manter paridade com um ativo externo, geralmente o dólar, mitigando a volatilidade típica de outras criptomoedas. Elas podem ser lastreadas em reservas fiduciárias, colateral cripto ou mecanismos algorítmicos, cada qual com riscos e garantias distintas; para bancos e grandes instituições, modelos com reservas auditáveis tendem a prevalecer. Nesse contexto, recursos como privacidade configurável e taxas estáveis tornam-se relevantes para reconciliação, gestão de caixa e atendimento regulatório. Para quem deseja compreender melhor como essas moedas funcionam como hedge e em quais desenhos elas são mais robustas, o BlockTrends oferece o curso Stablecoins: Qual é o Melhor Hedge?, que explora fundamentos, modelos de lastro e implicações práticas de uso.
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