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Criptomoedas

Caiu em golpe com criptomoedas? Mentorados por Procurador da República, grupo oferece consultoria gratuita

Conforme conta Kemyli Barbosa ao BlockTrends, idealizadora do projeto e aluna de Senra, a ideia surgiu após o encerramento do curso sobre rastreio onchain.

Caiu em golpe com criptomoedas? Mentorados por Procurador da República, grupo oferece consultoria gratuita
(Imagem: Shutterstock)

Golpe com criptomoedas infelizmente ainda é algo bastante comum no mercado, e no Brasil não é exceção. Frequentemente, investidores recebem e-mails, solicitações de contato e até ofertas generosas de investimentos muito bons para serem verdade.

A realidade é que é muito bom para ser verdade. Grande parte acaba por ser golpe, e o investidor pode perder acesso aos seus fundos. Seja por meio do acesso do golpista a carteira virtual ou até invasão na conta da exchange.

Desse modo, um grupo de estudo surgiu de uma das turmas de rastreio onchain do Alexandre Senra, Procurador da República. O curso do Procurador tem foco em profissionalizar profissionais do âmbito jurídico em questões legais do mercado cripto. O grupo visa aprofundar o que aprenderam nas aulas em casos práticos, enquanto podem auxiliar vítimas de golpe com criptomoedas.

CONFIRA O PODCAST DO BLOCKTRENDS NO YOUTUBE COM ALEXANDRE SENRA, PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA

Grupo de estudo auxilia vítimas de golpe com criptomoedas

Conforme conta Kemyli Barbosa ao BlockTrends, idealizadora do projeto e aluna de Senra, a ideia surgiu após o encerramento do curso sobre rastreio onchain. O objetivo da iniciativa, que chama-se Cripto Trace, é aprender na prática, e ‘fazer valer’ o certificado. Também contam com advogados pro-bono, que são apresentados na página do Instagram do projeto.

“Passamos a estudar casos práticos, e, junto aos colegas, decidimos criar um grupo para oferecer essa solução de forma voluntária. Veja, como o assunto é relativamente novo, até mesmo os profissionais que são acionados para auxiliar em casos de golpes com cripto não sabem bem por onde ir”, comentou.

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Ela conta que o projeto surge para auxiliar, encaminhar e educar todos os que estiverem inseridos no contexto, e assim fomentar o acesso ao mercado cripto de forma segura.

Como funciona o grupo de estudo, e como aplicar?

Kemyli conta que o grupo já está aberto para receber casos de vítimas. Por meio de um formulário, a pessoa interessada pode explicar melhor como sofreu o prejuízo e assim receber uma resposta adequada da equipe.

“Nós temos um formulário para preenchimento, onde a vítima nos envia e discutimos se é viável a investigação. Na sequência e em caso de aprovação pela maioria, emitimos um relatório com as informações relevantes ao caso e enviamos como resposta, bem como, o direcionamento para as fases posteriores, se existir a possibilidade de seguir com o processo”, explicou.

O grupo têm um prazo indeterminado de atuação. Além disso, os planos para o futuro existem. “Esperamos que o projeto esteja robusto o suficiente para tornar-se referência neste setor”, disse.

“A princípio, não teremos fins lucrativos ou afins, o objetivo é auxiliar e educar para que a adesão a essa classe de ativos seja cada vez maior”, expressou Kemyli.

Além disso, os golpes com criptomoedas podem sujar a imagem do setor, segundo a idealizadora da iniciativa. Portanto, a ideia é mitigar esses danos, e mostrar para o mercado que existe uma segurança jurídica latente no horizonte.

“Entendo que boa parte das pessoas ainda não investe em criptoativos por receio, desconhecimento e insegurança quanto aos golpes, então essa é a primeira barreira que queremos ultrapassar”, finalizou.

Este conteúdo é informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de resultados futuros.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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