Criptomoedas

Bitcoin ensaia pernada de alta e EUA sinaliza corte de juros

Cauê Oliveira, analista chefe do BlockTrends PRO, diz que apesar de funding negativo nas últimas horas, o maior volume de liquidez permanece abaixo do preço atual.

Bitcoin ensaia pernada de alta e EUA sinaliza corte de juros

O Bitcoin e o mercado cripto apresentou alta relevante no marketcap nessa sexta-feira (27), com o Bitcoin sendo negociado de maneira estável a US$ 107.000, impulsionado por uma combinação de fatores macroeconômicos e institucionais. Além disso, os EUA sinalizam um corte de juros o que favorece o Bitcoin. As chances de um corte na taxa de juros pelo FOMC de setembro subiram para 94%.

Além disso, o valor total do mercado subiu US$ 28,5 bilhões, atingindo US$ 3,26 trilhões. Desse modo, refletindo uma recuperação diante da estabilização dos mercados globais e do enfraquecimento do dólar americano.

Cauê Oliveira, analista chefe do BlockTrends PRO, diz que apesar de funding negativo nas últimas horas, o maior volume de liquidez permanece abaixo do preço atual.

“Com faixas de liquidação em contratos futuros se estendendo até os US$ 8 bilhões próximo dos US$ 100 mil. Mas note que na proximidade estamos bem neutros, com liquidez em ambas as direções. Na falta de catalisadores externos, podemos continuar lateralizando nas próximas horas”, disse.

Sai Powell, entra quem?

Guilherme Prado, Country Manager da Bitget no Brasil, ressalta que o mercado segue atento à possível substituição do presidente do Federal Reserve por Donald Trump, o que gera incertezas sobre a política monetária dos EUA e favorece ativos alternativos como o Bitcoin.

“Olhando para o lado gráfico, o Bitcoin está em consolidação perto da zona de oferta, com viés levemente otimista, sustentado pelo enfraquecimento do dólar e entradas institucionais. Para retomar a alta, é necessário romper com volume a resistência de US$ 108.200, podendo chegar a US$ 111.000 se o momentum se fortalecer”, disse.

Caso o ativo perca o suporte de US$ 107.000, o BTC pode buscar US$ 105.500–104.800, regiões reforçadas por médias móveis e indicadores de tendência.

“O RSI sugere que o ativo está em zona neutra, sem sobrecompra, mas com sinais de enfraquecimento do momentum, exigindo cautela para movimentos bruscos. O mapa de liquidez indica forte concentração de ordens entre US$ 108.000–110.000, o que pode gerar rejeição ou forte volatilidade nessa faixa”, comentou.

A volatilidade tende a aumentar devido ao vencimento de opções em 27 de junho (hoje), o que pode acirrar a disputa entre compradores e vendedores.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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