Bitcoin atinge terceira máxima histórica consecutiva em três dias
Segundo Cauê Oliveira, a trajetória do bitcoin é de alta, então sempre que tivermos alta, é apenas um reflexo da razão de existência desse ativo.
O Bitcoin atingiu nesta sexta-feira (11) mais uma máxima histórica em US$ 118 mil, e é a terceira máxima em três dias consecutivos. Conforme Cauê Oliveira, analista chefe do BlockTrends PRO, quem mais sofre são os ursos que apostaram contra a criptomoeda.
“Cerca de US$ 1 BILHÃO em posições vendidas LIQUIDADAS com a nova máxima histórica do Bitcoin. Ontem traders entraram abrindo posições vendidas tentando acertar topo, movimento que impulsionou a onda de liquidações e gerou mais pressão compradora no mercado à vista”, avaliou no X.
Segundo Oliveira, a trajetória do bitcoin é de alta, então sempre que tivermos alta, é apenas um reflexo da razão de existência desse ativo. Entretanto, no curto prazo, existem fases de mercado, com expansões e contrações.
“Mas diferente dos bear markets, o cenário atual é composto por um ciclo de expansão. Durante estes ciclos de expansões de longo prazo existem períodos de correção no curto prazo. Essas correções são geradas por queda na atividade e demanda do varejo”, avaliou.
Bitcoin destoa de mercado tradicional
Conforme André Franco, CEO da Boost Research, a alta contrasta com cautela de mercados globais em meio a nova rodada tarifária de Trump. Mercados globais reagiram com cautela após o presidente Donald Trump anunciar uma nova rodada de tarifas. 35% sobre produtos canadenses e entre 15% e 20% sobre importações do Japão, Coreia do Sul e cobre, com vigência a partir de agosto.
“A notícia gerou queda nos futuros do S&P 500 e Nasdaq (ambos -0,4%) e fortaleceu o dólar, enquanto o euro recuou 0,3%. Apesar do tom protecionista, Wall Street encerrou o pregão anterior em máximas históricas, sustentada pelo rali das big techs, especialmente a Nvidia, que ultrapassou US$ 4 trilhões em valor de mercado”, avaliou Franco.
Além disso, para ele, a expectativa de curto prazo para o preço do Bitcoin é fortemente positiva. A combinação de um recorde de fluxos de entrada em ETFs de Bitcoin, com destaque para os aportes em produtos da BlackRock, Fidelity e Ark, e a leve fraqueza recente do dólar criou o ambiente ideal para a aceleração do movimento de alta da criptomoeda.
Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.