Atrás nas pesquisas, ministro da Economia na Argentina anuncia isenção de imposto de renda para 99% da população
A nova medida estabelece que indivíduos com rendimentos de até 1,7 milhão de pesos (equivalente a aproximadamente R$ 23.971) estarão isentos do pagamento do imposto.
Em um movimento estratégico antes das eleições presidenciais, o ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, anunciou um aumento significativo no limite de isenção do Imposto de Renda. Nesse sentido, a nova medida estabelece que indivíduos com rendimentos de até 1,7 milhão de pesos (equivalente a aproximadamente R$ 23.971) estarão isentos do pagamento do imposto.
“A partir de 1º de outubro, nenhum trabalhador que ganhe até US$ 1.770.000 pagará imposto de renda. Precisamos que seja Lei. Espero que os deputados cumpram o compromisso de zelar pelos salários dos trabalhadores”, diz.
Decisão é tomada para atenuar desvalorização da moeda
Portanto, apenas 90.000 altos executivos da Argentina, representando menos de 1% do total de trabalhadores registrados no país, pagarão o imposto. O governo argentino estima que a isenção resultaria em uma redução fiscal de cerca de US$ 1 bilhão anualmente.
“O Estado está se esforçando para deixar de arrecadar quase US$ 1 bilhão por ano. Que é direcionado diretamente ao consumo e melhora do poder de compra dos trabalhadores e aposentados”, diz comunicado do Estado. Contudo, o político diz que espera compensar essa perda por meio de outros tributos. Incluindo impostos sobre importações, e um impulso no consumo e renda dos cidadãos.
A decisão visa atenuar o impacto da recente desvalorização do peso argentino e, segundo projeções governamentais, pode resultar em um aumento de 21% a 27% na renda líquida da população. Desse modo, o governo encaminhará o projeto de lei referente à proposta ao Congresso, e, se aprovado, a nova regra entrará em vigor em janeiro de 2024.
Sergio Massa, além de sua posição atual como ministro da Economia, é também um dos candidatos à presidência nas eleições de outubro. Contudo, Sérgio Massa está atrás das pesquisas eleitorais.
Ademais, especialistas veem essa medida como parte de uma série de iniciativas lançadas pelo governo. No entanto, essas medidas parecem desafiar as diretrizes de austeridade propostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.