Artigo

As vantagens do Bitcoin em viagens internacionais


Setembro 17, 2019 | nenhum comentário
Por Gabriel Aleixo

No passado, durante milênios, praticamos o escambo como única forma voluntária de exercer trocas econômicas e, assim, ampliar o nosso bem-estar material. Isso foi a consequência natural de algo simples: pensando na totalidade de uma economia, dificilmente seria possível que todos produzissem individualmente tudo o que precisam ou querem para viver.

De forma racional e espontânea, muitas formas de dinheiro emergiram ao longo da história. Quase sempre, as características que destacavam esses bens dos demais para que fossem usados como boas moedas variavam um pouco, mas havia fatores comuns entre eles, como: portabilidade, fungibilidade, durabilidade, alcance, aceitação e outros. Dinheiros feitos de sal, conchas, pedras gigantes, metais preciosos… A cada nova moeda capaz de mobilizar mais pessoas através da cooperação econômica menores se tornaram as fronteiras entre elas.

Os limites de pessoas com quem essas interações econômicas poderiam ocorrer eram dados exclusivamente pelo alcance material e social de aceitação da moeda que você possuía. Na busca por maiores níveis de bem-estar material, passamos a ter acesso a tudo aquilo que era produzido por quem quer que aceitasse o meio de troca que tínhamos em mãos, fosse sal, ouro ou outro.

O Bitcoin, cuja gestão não está ligada a qualquer governo ou empresa, mas apenas aos próprios usuários do sistema que rodam software em suas máquinas, tem se fortalecido como a tecnologia de pagamentos mais revolucionária desde a emergência da internet comercial.

Na prática, o Bitcoin tem se estabelecido potencialmente como o ouro digital, acessível a qualquer um que tenha um telefone celular, funcionando sem os custos eventualmente proibitivos dos bancos ou as limitações de intermediários financeiros tradicionais. É a moeda criada pela internet para a internet. Ou seja, tudo o que a internet é capaz de conectar o Bitcoin é capaz de mobilizar como canal para transmissão de valores.

Cientes dessas transformações, e se baseando no que elas podem contribuir para serviços inovadores, muitos empreendedores têm criado soluções baseadas no uso de bitcoins para viagens internacionais. Um dos mais recentes e inovadores é o Crypto Cribs, uma espécie de AirBnB com pagamento em criptomoedas. O serviço faz valer duas das principais vantagens das criptomoedas: caráter global e baixo custo de transações.

Ou seja, ao abrir mão de meios de pagamento tradicionais em favor das moedas digitais, compradores e vendedores obtêm uma forma mais segura, rápida e barata de fazer a reserva dos apartamentos. Isso porque para o cidadão médio, as taxas e prazos de pagamentos internacionais costumam ser altos, isso sem contar no ágio cambial e no risco de se perder a reserva.

Outra caso de uso bem interessante, embora ainda esteja em processo de expansão, é viajar com bitcoins e usá-los para pagar por bens ou serviços diversos diretamente. No lugar de ter que converter grandes somas de moeda nacional pela moeda do país que é visitado, o que pode lhe fazer perder até 20% do valor transacionado, por conta de múltiplas taxas e afins, já é possível reservar voos ou hotéis por meio de plataformas como CheapAir e Destinia, ambas grandes portais turísticos que aceitam a criptomoeda. Além disso, o site CoinMap compila em um mapa a lista de quase todas as lojas físicas do mundo nas quais é possível comprar com bitcoins.

Se, além do que já foi dito, o seu negócio é praticidade e economia, vale conhecer as propostas das soluções Purse e eGifter. A Purse é um intermediário que permite a você montar listas de presentes da Amazon e pagar pelos itens em bitcoins a um significativo desconto, que pode variar entre 10 e 25%. O segredo nada mais é do que alguém interessado em seus bitcoins comprar a lista para você, mandar entregar os produtos no seu endereço de preferência e ficar com os bitcoins. O desconto para o cliente que usa bitcoins nada mais é do que fruto do ágio de quem opta por obter bitcoins a partir de cartões de crédito.

Por outro lado, o eGifter oferece um produto mais prático para o consumidor final, ao mesmo tempo em que confere desconto de alguns pontos percentuais. A plataforma vende cartões de presentes que valem créditos em dólares a serem gastos nos mais variados estabelecimentos. O serviço inclui tanto lojas físicas norte-americanas como Best Buy ou Target, quanto varejistas online a exemplo da Amazon, indo até mesmo a cadeias de fast food como Dominos e outras.

Além da praticidade de se poder transformar rapidamente bitcoins em seu smartphone em créditos de dólar para pagar por coisas em variados estabelecimentos, o site oferece a cada compra pontos que podem ser trocados por descontos na próxima aquisição. Ou seja, um crédito de 50 reais para compras na Amazon ou na Best Buy pode sair, pagando-se em bitcoins, pelo equivalente a 47 ou 45 dólares em moeda digital, por exemplo.

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